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Lula chama Renan Calheiros e Romero Jucá como testemunhas de defesa. Faltou chamar o Beira-Mar


A situação do ex-presidente Lula na ação penal, ele é acusado de ter aceitado da Odebrecht um apartamento de cobertura vizinha ao apartamento onde mora, em São Bernardo do Campo, comprada com dinheiro roubado da Petrobras é grave. Embora o imóvel conste no papel no nome de Glauco Costamarques, primo do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do petista, o executivo Marcelo Odebracht já confirmou que se trata de um repasse dissimulado de propina ao ex-presidente.

A situação de Lula é tão grave que os advogados do ex-presidente arrolaram nada menos que 52 testemunhas de defesa na ação em que o ex-presidente é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro por supostos benefícios recebidos da Odebrecht. Entre as testemunhas estão investigados na própria Operação Lava Jato. Entre eles, está o senador Renan Calheiros (PMDB-AL)  e o senador Romero Jucá (PMDB-RO). Os dois mais sujos do que pau de galinheiro nas investigações e inquéritos remetidos pelo próprio juiz Sérgio Moro ao Supremo Tribunal Federal, no âmbito da Lava Jato.

Além de ser acusado de ter recebido a cobertura de São Bernardo em um esquema de repasse de propinas, nesta ação penal, Lula ainda é acusado de ter aceitado da Odebrecht um imóvel para instalação do Instituto Lula, no valor de R$ 12,4 milhões. A operação de aquisição do imóvel teria sido abortada em virtude dos avanços nas investigações da Lava Jato.

No documento apresentado à Justiça Federal de Curitiba esta semana, a defesa de Lula insiste em inserir argumentos fora da esfera judicial, afirmando que seu cliente é vitima de perseguição política. Segundo os advogados do ex-presidente, agentes públicos envolvidos na Operação Lava-Jato abriram uma "verdadeira e notória" guerra contra Lula e o projeto político que ele representa e "passou a se utilizar da persecução penal" para combatê-lo e eliminá-lo da vida pública.

"O fim ilegítimo é fazê-lo desaparecer do processo político brasileiro — objetivo que jamais seria alcançado pela via democrática do sufrágio popular", diz o texto.

Apesar de terem pleno conhecimento de que uma delação isoladamente não permite que sejam abertos processos contra quem quer que seja e que um acordo de delação só é firmado entre o Ministério Público e o delator quando este fornece provas robustas sobre suas confissões, os advogados de Lula insistem em ignorar as regras que regem a lei de delação. Ele alegam que as acusações de envolvimento de Lula no esquema de propina da Petrobras são feitas com base em depoimentos de delatores, sem provas que as sustentem e pedem, de forma até mesmo infantil, que a ação não tenha prosseguimento.

O desespero de Lula e de seus advogados tem se agigantado nos últimos dias que precedem a homologação da delação dos 77 executivos da Odebrecht. O mais letal de todos para o petista, é o depoimento do ex-presidente do Grupo, Marcelo Odebrecht, que será tornado público logo após a homologação de seu acordo. Após a homologação, Lula deve se tornar alvo de novos processos judiciais.
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