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Incriminação de Dilma em esquemas de corrupção promete ser tão devastadora para o PT quanto a prisão de Lula


O teor da delação do empreiteiro Marcelo Odebrecht sobre a ex-presidente Dilma Rousseff é um dos assuntos que mais tem preocupado a cúpula do PT, inclusive o ex-presidente Lula. Os petistas estão em polvorosa quanto ao conteúdo do arquivos criptografados da Procuradoria-Geral da República, relativo aos depoimentos de dezenas de integrantes da Odebrecht em seus acordos de delação premiada.

Se o desgaste até agora foi grande para Lula, Palocci e outros ícones do partido, as revelações sobre o envolvimento de Dilma em esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro podem representar uma uma onda devastadora para o PT perante os militantes que defenderam a petista e a opinião pública.

Durante o processo de impeachment que se arrastou por mais de um ano, praticamente todos os membros do partido e setores da esquerda brasileira colocaram a mão no fogo pela honestidade da petista. A própria Dilma repetiu milhares de vezes que era uma mulher honesta e que não pairava nenhuma suspeita que colocasse em dúvida a sua integridade moral.

O problema agora mensura o inestimável o estrago que podem fazer os depoimentos de Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira, que tinha contato direto com a então presidentes da República e seus ministros

Já se sabe que as delações de Emílio Odebrecht e Alexandrino Alencar comprometeram o ex-presidente Lula de forma devastadora. Em um cenário mais longo, novos desdobramentos da Lava Jato podem ser desencadeados por outras investigações vindouras decorrentes da delação de Marcelo Odebrecht e atingir Dilma em cheio, avaliam os petistas, O teor destas delações possui a capacidade de implodir o PT como partido, já que a última remanescente da alta cúpula do partido seria também comprometida com esquemas criminosos de lavagem de dinheiro.

Segundo membros do partido, o estrago já foi feito e é irreversível. Marcelo Odebrecht teve que escolher entre cumprir uma pena muito longa e entregar a ex-presidente Dilma.Em 2015, pouco antes de ser preso, ele alertou a petista sobre o risco que a Lava Jato representava para eles. Dilma ainda tentou uma manobra para libertar o empreiteiro com a nomeação do ministro Marcelo Navarro para o STJ, mas a operação fracassou. Em sua delação, Marcelo forneceu detalhes de como a empresa pagou US$ 11,7 milhões na Suíça ao marqueteiro João Santana por seus trabalhos na primeira campanha de Dilma, em 2010. Pagamento em caixa dois.

Marcelo também forneceu detalhes sobre repasses superiores a R$ 20 milhões para a campanha de Dilma em 2014. A petista declarou a Justiça Eleitoral que o dinheiro foi repassado a gráficas que prestaram serviços em sua campanha, mas o TSE descobriu que Dilma usou empresas laranjas para justificar os gastos e que parte do dinheiro, também oriundo de caixa dois, foi parar nos bolsos de petistas como o próprio Lula e o ex-ministro Antonio Palocci. Apavorada com a investigação do TSE, Dilma entrou com uma ação na justiça para ter acesso ao que foi apurado pela Polícia Federal durante uma batida nas gráficas apontadas por ela como prestadoras de serviços de campanha.

A petista tem sido mantida isolada pelo PT, que já deu início s manobras de descolar o partido de mais um membro corrupto. O problema é que Dilma vem logo atrás de Lula na linha de identificação de vínculo com o partido. Sua incriminação nas investigações em curso promete ser tão devastadora para o PT quanto a eventual prisão do ex-presidente Lula.
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