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Desespero geral. Lula se alia a Renan e Rodrigo Maia para melar a Lava Jato o mais rápido possível


Não é de se surpreender que o meio político esteja em polvorosa neste início de 2017. Movimentos sombrios na Câmara dos Deputados e no Senado demonstram que a corrida para o comando das duas Casas tem como pano de fundo os compromissos dos candidatos com a proteção dos investigados na Operação Lava Jato.

O pavor dos políticos tem um motivo bastante claro. Em encontro com senadores e deputados federais, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, confirmou que vai solicitar a retirada do sigilo das delações dos ex-executivos da Odebrecht, logo após o conteúdo dos depoimentos gravados em vídeo ser homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavaski, relatos da Lava Jato na Corte.

Caberá a Teori autorizar novos pedidos de investigações com base nas confissões contidas em cerca de 980 depoimentos. O ministro deve homologar os acordos de delação já no próximo mês de fevereiro, após o fim do recesso.

A intenção de Janot de pedir o retirada dos sigilos foi comunicada a integrantes da bancada do Espírito Santo, em reunião realizada na sede da PGR, em Brasília, na manhã da última quinta-feira, 15. A pauta do encontro, inicialmente, era o impacto da resolução 72/2010 aprovada pelo Congresso Nacional em 2012, que alterou o repasse do ICMS interestadual para o Espírito Santo.

O encontro aconteceu pouco antes de Janot entregar os documentos dos acordos de delação premiada de 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht. Os relatos, por escrito ou em vídeo, recolhidos na semana passada, foram armazenados na sala-cofre do STF e desde estão se encontam à disposição do ministro Teori Zavascki.

Diante dos riscos, os três candidatos a Presidência da Câmara dos Deputados já se comprometeram a retomar o projeto de abuso de autoridade que criminaliza juízes e procuradores e dificulta a ação dos representantes da Justiça contra políticos corruptos contumazes. No senado, a situação não é diferente. Renan Calheiros deve ter um sucessor alinhado com seus propósitos de avançar com o projeto de abuso de autoridade. Lula e o PT, os mais atingidos pela delação da Odebrecht, já fecharam questão e as bancadas do partido na Câmara e no Senado devem apoiar o candidato Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eunício Oliveira, respectivamente, para a Presidência das duas casas.

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