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Delação de Eike Batista é uma realidade que afeta profundamente os ex-presidentes Lula e Dilma


O ex-megaempresário, ex-bilionário e ex-homem mais rico do Brasil é finalmente confrontado por métodos e práticas que adotou para alcançar o sucesso a qualquer prelo. Ao longo de sua ascensão e queda vertiginosa, Eike Batista recorreu a artifícios condenáveis sob o ponto de vista moral e ético, mas que eram perfeitamente aceitáveis nas relações espúrias mantidas por membros dos governos petistas com empresários do setor privado.

Eike Batista, já completamente na lona, acabou de cair por um de seus deslizes morais. Acusado de crime de corrupção ativa por repassar US$ 16,5 milhões em propina ao ex-governador Sérgio Cabral por meio de um falso contrato, segundo delatores. O empresário teve a prisão decretada na Operação Eficiência, novo desdobramento da Lava Jato no Rio.

Ao determinar a prisão preventiva de Eike Batista, período de prisão sem previsão para encerramento da instrução, o juiz Marcelo Bretas apontou o envolvimento do empresário com a organização criminosa comandada pelo ex-governador do Rio.

Eike será preso por este crime e, para conseguir recuperar a liberdade, terá que propor um acordo de delação premiada no qual deverá se comprometer a falar sobre outros crimes. Para a Justiça, não é interessante negociar uma delação com base em um crime já esclarecido. Eike terá que contribuir de forma mais profunda e revelar detalhes sobre outros esquemas de corrupção que os investigadores já possuem certo "domínio".

Quanto mais o empresário tiver a oferecer, maiores serão suas chances de conseguir firmar um acordo de delação junto ao Ministério Público Federal. Isto significa que, quanto maior o desejo de Eike batista obter a liberdade, mais terá que falar.

É sabido que o empresário tentou, através de seu advogado Fernando Martins, costurar uma tratativa de acordo que lhe assegurasse um salvo conduto para voltar ao Brasil sem ser detido pelas autoridades. Como esta  tentativa de construir uma saída "honrosa" para sua humilhante situação não possui qualquer precedente jurídico, o MPF negou que exista qualquer negociação neste sentido com a defesa do empresário.

O impasse mexicano consiste no fato de que Eike não quer ser preso e o MPF não pode oferecer qualquer garantia ao empresário que lhe assegura que as autoridades poderiam deixar de cumprir uma ordem de prisão. Embora a negociação não seja propriamente um leilão no qual o empresário poderia aumentar os "lances" de sua delação, o fato é que Eike está disposto a contar tudo o que for preciso para não ser e não ficar preso.

O empresário está perto de entrar no mercado de pastas de dentes no Brasil e não possui qualquer interesse em se refugiar na Alemanha. Mesmo que tenha uma fortuna no exterior, tudo que restou de seu patrimônio ainda está no Brasil, assim como seus planos de voltar a ser um bilionário. Ser preso seria mesmo péssimo para seus novos negócios no país.

Eike sabe que o que está em jogo é uma oportunidade de tentar se redimir ou se tornar um fugitivo ou preso. Neste cenário, o empresário não vai poupar esforços para se livrar da cadeia. Eike Batista vai entregar os esquemas envolvendo a liberação de bilhões do BNDES para suas empresas feitos pelos ex-presidentes Lula e Dilma, além de outros ministros petistas de peso. Segundo o jornalista Lauro Jardim. "Quem tem mais a temer com uma (mais do que) provável delação premiada de Eike Batista é o PT, Lula e Dilma Rousseff à frente".

O ex-braço-direito de Eike Batista, Flavio Godinho, preso duranta a Operação Eficiência, já se antecipou ao seu ex-chefe e contratou o criminalista Celso Vilardi para defendê-lo. O advogado é especialista em delações premiadas. Foi ele quem conduziu os acordos de colaboração da Andrade Gutierrez e da Camargo Corrêa.
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