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Conversa fiada de Lula com os dias contados. Além da delação, Odebrecht entregou provas robustas


O ex-presidente Lula, assim como seus advogados de defesa, sua sucessora Dilma Rousseff e outros petistas tentam a todo custo desqualificar as delações premiadas formuladas por criminosos que participaram de esquemas ilícitos com os governos petistas ao longo dos últimos treze anos.

De fato, todos eles estão cobertos de razão. Pela lei de delação, os relatos feitos por delatores, isoladamente, não possuem qualquer valor legal e não servem como elemento de condenação contra os acusados. Até aqui, tudo bem.

O problema é que a cambada do PT está careca de saber que não é bem assim que as coisas funcionam. Tudo não passa de um teatro político, já que são incapazes de comprovar a própria inocência no plano jurídico.  No fundo, Lula e seus advogados sabem muito bem que nenhum delator consegue firmar qualquer espécie de acordo com o Ministério Público sem que ofereça provas robustas sobre tudo que informam durante as tratativas para se obter um acordo. Os integrantes da força-tarefa baseada em Curitiba entendem um pouco mais sobre a lei de delação que os petistas e sabem muito bem que uma delação isoladamente não possui qualquer valor jurídico.

De mesmo modo, o juiz federal Sérgio Moro, um magistrado altamente qualificado, que teve aprovação da totalidade de suas sentenças por instâncias superiores, também jamais acolheria uma denúncia formulada pelo Ministério Público sem que as mesmas fossem acompanhadas de provas documentais suficientes para transformar processos em ações penais.

Assim como manda a Lei, a Odebrecht já entregou para a força-tarefa da Lava Jato e para demais membros do Ministério Público todos os, “documentos, provas, dados de corroboração, sistemas eletrônicos e de informática (como inclusive todos os dados do Sistema Drousys disponíveis à Colaboradora e às empresas de seu grupo econômico), base de dados, entrevistas documentadas e depoimentos prestados pelos Prepostos”, para corroborar as delações de 77 executivos do Grupo.

O negócio de delação é algo levado muito a sério pela Justiça, sobretudo pelo pessoal da 13ª Vara Federal de Curitiba e pelos integrantes da força-tarefa da Lava Jato. Os caras são osso duro de roer e fizeram o gigante se dobrar de joelhos perante tanta eficiência, determinação e garra. Além de ter que comprovar todas as afirmações contidas em seu acordo de delação, a Odebrecht é obrigada a entregar e decifrar todos os arquivos e códigos do banco de dados que armazena a memória eletrônica do Setor de Operações Estruturadas da empresa. No servidor retido na Suíça estão os ordenamentos de repasses a políticos, o controle de contas secretas em nome de offshores, pedidos de propinas para agentes públicos, as planilhas com balanço de fluxo financeiro semanal e outras provas de crimes cometidos no Brasil e fora dele.

“Prestar à Força Tarefa Lava Jato em Curitiba todas as informações que as empresas de seu grupo econômico dispuserem ou puderem obter para esclarecer os dados encontráveis em sistemas eletrônicos e base de dados eletrônicos, cuja custódia, após a homologação deste Acordo pelo Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba, será entregue ao Ministério Público Federal”, diz um dos subitens da cláusula 6ª, do acordo de leniência da Odrebrecht.

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