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Candidatura de Lula é canoa furada, avaliam setores da esquerda. Ninguém quer embarcar nesta aventura


O ex-presidente Lula bem que tentou pressionar seu partido para que sua candidatura fosse antecipada. O petista contava com a conivência do presidente nacional do PT, Rui Falcão, que chegou a cogitar o lançamento do nome de Lula como uma forma de se antecipar a condenações na Lava Jato.

A tese era a de que uma vez candidato, qualquer condenação poderia ser taxada como uma perseguição política contra o ex-presidente. O problema é que outros setores do PT não concordaram com a forma açodada com que Lula queria assumir sua candidatura. Enquanto parte do PT entende que a prisão do petista significa a morte do partido, outra parte entende que se o petista for condenado em alguma das cinco ações em que figura como réu após se lançar candidato, o partido ficaria numa situação embaraçosa: teria que encontrar outro candidato, pois uma vez condenado, Lula não poderia sequer registrar sua candidatura na Justiça Eleitoral em virtude da lei da ficha limpa.

Mas este não é o único problema apontado pelos petistas. Nenhum partido da esquerda manifestou apoio a candidatura de Lula. Sem alianças, não haveria como uma iniciativa como esta pudesse prosperar. Segundo alguns dirigentes de outros partidos, a tendência é a de a maioria queira se desvencilhar de Lula e ver o PT afundar sozinho. "Não há como formar aliança com um partido, cujo candidato pode ser condenado e ficar de fora das eleições", afirma um ex-aliado de Lula - "Isto significa embarcar numa canoa furada, prestes a afundar".

O que ninguém quer admitir de fato é que a situação de Lula, que já é dramática, se torna ainda mais desesperadora após a homologação do acordo de delação da Odebrecht pelo Supremo Tribunal Federal. Mesmo após a morte do ministro do STF e relator da Lava Jato no Supremo, Teori Zavascki, o que foi dito, já foi dito. O substituto de Zavascki deve homologar a delação da Odebrecht do mesmo jeito.

O principal executivo do grupo, Marcelo Odebrecht já gravou se depoimento em vídeo, onde confirma que repassou alguns milhões em propina para o petista. Quando este vídeo se tornar público lá para o mês de fevereiro, Lula, que de acordo com o institutos de pesquisa não conseguiu até hoje superar a marca de 30% de intenções de votos, estará acabado. E quem estiver do lado dele também.


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