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Rodrigo Maia ironiza manifestações populares contra o golpe das dez medidas que ele conduziu na calada da noite.


O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, deslumbrado com o poder e o status que o cargo confere, perdeu completamente a noção do natureza da democracia ao ironizar as manifestações populares em defesa dos avanços no combate a corrupção.

Maia se desconectou dos princípios que regem a representatividade do parlamentar no que diz respeito aos anseios da sociedade ao afirmar que no Congresso "Não somos obrigados a aprovar tudo que chega nesse plenário', afirmou Maia sobre o pacote das dez medidas contra a corrupção, que contou com a assinatura de mais de 2 milhões de cidadãos.

Segundo a visão de Maia, as prerrogativas (o corporativismo) do Legislativo precisam ser respeitadas. "Não podemos aceitar que a Câmara se transforme em cartório carimbador de opiniões de partes da sociedade", afirmou, insinuando que os interesses dos parlamentares (corruptos e investigados) estão acima dos interesses da sociedade que os elegeu seus representantes.

Maia ainda ironizou as manifestações populares na defesa de seus interesses :"Aqueles que queiram participar do processo legislativo, que é cativante, que é apaixonante, em 2018 nós teremos eleições", debochou o deputado em um discurso no plenário da Câmara.

Maia participou da manobra suja que mutilou o pacote das dez medidas de combate a corrupção, em conluio com o PT e ainda combinou com o presidente do Senado, Renan Calheiros, outra manobra suja para aprovar as propostas em regime de urgência na Casa.

A exemplo de Eduardo Cunha e Renan Calheiros, Maia é um lixo que enterrou sua carreira política. A atitude do parlamentar pode desafiar a lógica para muitos, mas na verdade, boa parte dos políticos de Brasília não estão preocupados com a reeleição. Estão preocupados é com a prisão.

O texto-base do pacote, aprovado na semana passada por uma comissão especial, foi aprovado pelo plenário da Câmara. Na madrugada, contudo, os deputados incluíram uma série de alterações ao projeto original, o que desfigurou o conjunto de medidas, originalmente apresentado pelo Ministério Público Federal.

Entre essas mudanças, foram retiradas as previsões de os acordos de leniência (espécie de delação premiada de empresas) serem celebrados pelo Ministério Público; e de tornar crime o enriquecimento ilícito de servidores públicos. Os deputados incluíram, ainda, uma proposta de punir juízes e integrantes do Ministério Público por abuso de autoridade. O projeto, enviado por Maia ao Senado, foi barrado pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, que fez devolver o pacote para a Câmara.

Para postergar a decisão, Maia mandou contar as assinaturas e devolveu o projeto mutilado para o senado novamente esta semana, desafiando novamente a sociedade.

Os deputados incluíram, ainda, uma proposta de punir juízes e integrantes do Ministério Público por abuso de autoridade.

Essas modificações foram alvo de críticas por parte de associações, como a de juízes (Ajufe) e a de procuradores da República (ANPR), a ponto de os procuradores da Lava Jato afirmarem que, se o pacote virar lei como foi aprovado na Câmara, eles renunciarão à atuação nas investigações.

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, inclusive, chegou a "lamentar" a versão aprovada pelos deputados.



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