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Renan tentou castrar juízes e procuradores, mas acabou seu reinado no Senado sem conseguir prejudicar a Lava Jato


O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), amargou uma derrota histórica na noite desta quarta-feira, 14, quando se viu forçado a recuar da ideia de votar ainda este ano um projeto de lei contra abuso de autoridade.

O juiz Sergio Moro, responsável pelas ações da Operação Lava Jato na primeira instância, declarou, durante audiência no Senado no início do mês que o projeto de Renan era tentativa de "criminalizar" a Lava Jato.

Ele bem que tentou. Após intenso debate entre os parlamentares que defendiam e os que eram contrários à votação da matéria ainda este ano, Renan reconheceu que a maioria dos senadores estavam dispostos a barrar a proposta. Diante da pressão, recuou e optou por determinar que a proposta seja debatida por três sessões na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado antes de apreciação em plenário.

Isto significa que, caso a proposta volte ao plenário do Senado em fevereiro do ano que vem, o que é pouco provável, Renan não será mais o presidente da Casa e não terá poder de influenciar o projeto.

Renan pretendia castrar a Lava Jato com projeto de lei foi proposto por ele próprio em julho deste ano. A proposta define os crimes de abuso de autoridade cometidos por membros dos três Poderes ou agentes públicos da União, Estados e municípios.

DUPLA DERROTA

Para completar, Renan sofreu outra derrota em seus arroubos contra a Lava Jato, ao tentar votar o PL280 do abuso de autoridade, O ministro do Supremo Tribunal Federal, STF, Luiz Fux, determinou que o projeto mutilado das 10 medidas contra a corrupção seja devolvido para a Câmara dos deputados, onde terá que ser totalmente revisto. Ou não.
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