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PT em pânico com delação de ex-tesoureiro. Paulo Ferreira já confirmou a Moro que o PT sempre usou dinheiro roubado em suas campanhas


A cúpula do PT vive em constante estado de emergência nos últimos dias e a sede do partido já se tornou comitê permanente de administração de crise. Não apenas em virtude da delação da Odebrecht e do ex-diretor da área de serviços de Engenharia da Petrobras, Renato Duque, o operador oficial de propinas do partido na estatal. Os membros do partido temem ainda uma ameaça que teve origem dentro do PT:  O ex-tesoureiro  Paulo Ferreira, Na última sexta-feira, o juiz federal Sergio Moro determinou que o ex-tesoureiro do PT seja solto mediante o pagamento de fiança de R$ 1 milhão.

Ferreira confessou ao juiz Moro, quase na véspera da decisão de sua soltura, na quarta-feira, 14, que o PT trabalha com recursos não contabilizados.  Ele disse que “negar informalidades nos processos eleitorais brasileiros de todos os partidos é negar o óbvio”.

Durante o interrogatório, o juiz perguntou ao ex-tesoureiro: “O Partido dos Trabalhadores comumente tem feito declarações públicas de que não trabalha com recursos não contabilizados. Salvo engano, na minha compreensão, o senhor está afirmando algo diferente, que havia esses pagamentos, inclusive aqui na sua própria campanha. O senhor saberia explicar essa contradição?”

Paulo Ferreira respondeu: “É um problema da cultura política nacional, doutor Moro. Eu não estou aqui para mentir para ninguém. Estou aqui para ajustar alguma dívida que eu tenha, minha disposição aqui é essa”.

Em seguida, declarou: “Negar informalidades nos processos eleitorais brasileiros de todos os partidos é, na minha opinião, negar o óbvio”. Moro, então, perguntou: “Inclusive no Partido dos Trabalhadores, na sua campanha?” “Exatamente”, admitiu Ferreira, teoricamente beneficiado pela decisão de Moro.

O problema é que Ferreira afirmou não ter recursos para pagar a fiança e o PT se vê diante de um impasse. A cúpula do partido concordou que não há como avaliar a extensão dos danos de uma possível delação ou das informações prestadas pelo ex-tesoureiro na Lava Jato e vê com reservas a possibilidade de ajudá-lo a pagar a fiança de R$ 1 milhão.

No despacho em que fixou a fiança, Moro registrou que "apesar do ex-tesoureiro ter afirmado em depoimento que não dispõe de renda, o caso trata de lavagem de dinheiro, assim, "não é possível, por ora, dar fé a esse tipo de alegação, já que a lavagem pressupõe atuação subreptícia e ocultação de patrimônio".

Além da fiança, Moro também determinou uma série de restrições a Paulo Ferreira, como a proibição de deixar o país e de deixar a residência por mais de 20 dias sem autorização judicial.

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