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PT avalia pedir desculpas pela roubalheira em 2017, após estrago da publicação da delação da Odebrecht


Embora a delação da Odebrecht tenha o potencial de atingir praticamente todos os partidos e pelo menos uma centena de políticos, o PT é certamente a legenda que será mais prejudicada com as delações mortais de Marcelo Odebrecht e de seu pai Emílio.

Enquanto uma ala do partido controlada por Lula insiste em continuar negando os fatos, por razões óbvias, cresce na legenda o movimento para que os que cometeram crimes em nome do partido assumam seus atos e sejam expulsos. Este seria u

O drama vivido internamente no PT ainda  está na fase da negação, onde a cúpula do partido se nega a admitir que as práticas ilícitas adotadas ao longo dos anos podem levar a legenda a morte política. O problema é que todas as narrativas se esgotaram e o partido deve ser totalmente asfixiado com as novas prisões de membros de peso, como Guido Mantega, Paulo Bernardo e o próprio Lula. O esgotamento da retórica significa, para muitos, a convergência para a admissão de culpa.

A situação de Lula e de vários membros do partido é extremamente "desconfortável" e já não há mais possibilidade de subirem num palanque em praça pública para se dirigir ao povo, diante da certeza de que serão todos brutalmente hostilizados. Não há como um partido sobreviva sem que suas lideranças tenham mais o apreço do povo, avalia um membro do PT.

A situação tende a piorar nos próximos dias. Enquanto Lula insiste em negar as acusações, enquanto o presidente nacional do partido, Rui Falcão, insiste em minimizar questões graves, como o repasse de dinheiro do Instituto Lula ao filho e ao dono no papel do sítio em Atibaia, o ex-tesoureiro petista Paulo Ferreira, preso em Curitiba, admitia que o PT sempre sobreviveu graças aos recursos oriundos de propinas.

Além do teor da delação de Emílio, Marcelo Odebrecht e outros 77 executivos do grupo que participou da orgia de corrupção com Lula e o PT, vem ainda pela frente a temida delação de Léo Pinheiro, o amigo de Lula na OAS e do ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, o operador de propinas do PT na estatal. Não vai sobrar pedra sobre pedra.

A tendência, segundo fontes, é a de que, após a substituição de Rui Falcão do comando do partido, o PT emita uma nota pública admitindo as práticas ilícitas perpetradas "por alguns de seus membros" e peça desculpas a nação. Mesmo diante de todo o desgaste que tal medida irá provocar, integrantes do PT admitem que isso não será suficiente para conter a morte do partido. Para alguns, admitir a culpa por tanta corrupção poderá afugentar boa parte da militância que ainda resiste fiel ao partido.
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