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Petistas ainda não se deram contra do tamanho da encrenca de Lula e Dilma com a Justiça americana


A manifestação do Departamento de Justiça do Estados Unidos sobre os esquemas de corrupção do PT com a Petrobras e Odebrecht chocaram o mundo. A Justiça americana revelou detalhes escabrosos contidos nos acordos firmados com a Odebrecht e Brasken, nos quais Lula e Dilma são apontados como os responsáveis pelo maior esquema de suborno da história mundial.

A divulgação dos documentos por parte das autoridades americanas faz parte da cultura daquele país, que prima pela transparência e rapidez nos processos. Até o momento, nenhum petista apareceu para reclamar de "vazamento seletivo" e nenhum militante ou membro dos movimentos sociais controlados pelo partido, como MST, CUT e UNE, manifestou interesse em ir aos Estados Unidos protestar contra as autoridades locais.

O problema maios é que a ficha ainda não caiu para os petistas. Muitos ainda não fazem ideia do tamanho do pepino que Lula, Dilma e vários ex-ministros petistas terão que segurar lá fora. A tendência é a de que todos serão alvos de processos na justiça americana, que pode inclusive pedir a prisão dos envolvidos.

Esta encrenca começou lá atrás, no início do ano de 2015, quando o procurador-geral da República, Rodrigo Janot e outros procuradores da força-tarefa da Lava Jato viajaram para os Estados Unidos em busca de apoio para as investigações relativas ao assalto na Petrobras.

Os procuradores tiveram reuniões no Departamento de Justiça, no FBI, no Banco Mundial e na OEA (Organização dos Estados Americanos). O Departamento de Justiça e a Securities and Exchange Comission já investigavam as fraudes na Petrobras por iniciativa própria desde 2014. A Securities and Exchange Comission é um órgão regulador do mercado de capitais americano. No Brasil, este papel cabe a CVM. Autoridades americanas também investigavam se funcionários da Petrobras violaram o Ato de Práticas Corruptas Estrangeiras.

A Petrobras tem ações na Bolsa de Nova York e os problemas da empresa estão sujeita à fiscalização americana. Numa outra frente, Rodrigo Janot assinou um acordo de cooperação com autoridades do Banco Mundial. A ideia era a de reforçar mecanismos de transparência e proteção a projetos financiados pelo banco. Pelo acordo, procuradores e fiscais da instituição financeira puderam trocar informações e, com isso, conter desvios em obras patrocinadas pelo Banco Mundial.

O proposito declarado da reunião de Janot no FBI foi visto com desconfiança por setores do PT na época. Fizeram parte da missão brasileira ainda o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, Vladimir Aras, Deltan Dallagnol e Marcello Muller. Aras é secretário de Cooperação Internacional da Procuradoria Geral da República. Santos Lima, Dallagnol e Muller são procuradores da força-tarefa da Lava Jato. O grupo deu início ao processo que teve seu desfecho neste final de 2016.

O ataque frontal do Departamento de Justiça do Estados Unido ao ex-presidente Lula, a ex-presidente Dilma e aos demais envolvidos nos esquemas de corrupção na Petrobras não foi algo repentino. As autoridades americanas tem em mãos documentos comprometedores e não costumam perder tempo com debates políticos. Crime é crime, costumam argumentar.

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