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Onyx Lorenzoni chama Renan Calheiros de 'bandido'


Um dos poucos nomes da política nacional que tem conseguido manter sua credibilidade neste cenário de total decadência, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) abandonou o falso pudor e soltou o verbo ao responder as críticas feitas nesta quinta-feira pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) ao relatório do pacote anticorrupção que foi completamente desfigurado no plenário da Câmara.

Sem papas na lígua, Lorenzoni referiu-se a Renan como bandido, em resposta à acusação do senador de que ele teria recebido dinheiro de caixa dois da indústria de armas. Além de chamar Renan Calheiros de  "bandido",  Lorenzoni afirmou que vai oficializar um processo contra o senador.

- Bandido a gente enfrenta na delegacia e no tribunal. No caso dele, como tem foro privilegiado, vai ser no tribunal. Já assinei procuração e até o fim da tarde vou fazer uma interpelação judicial para que ele apresente provas da acusação que me fez. Ele, que já tem 12 ações no Supremo, talvez tenha a décima terceira - afirmou o deputado.

Lorenzoni refutou as acusações de Renan e informou, em entrevista ao O GLOO, que nas últimas quatro eleições que concorreu, abriu os sigilos fiscal e bancário às autoridades.

- As nossas biografias são autoexplicativas, é só comparar. Essa foi a quarta eleição em sequência que disputei com meu sigilo fiscal e bancário aberto para as autoridades. Faço isso na rotina, duvido que ele possa fazer - alfinetou.

Segundo a publicação do Globo, "O deputado acredita ter despertado a ira do presidente do Senado nesta quarta-feira, quando Renan tentava votar a urgência do pacote anticorrupção para apreciar o mérito ainda ontem, o que foi derrotado pela maioria dos senadores. Lorenzoni foi ao plenário do Senado e conversou com vários senadores, na tentativa de dissuadi-los de aprovar a urgência. Segundo Lorenzoni, Renan queria fazer votação simbólica, mas a votação nominal inibiu os senadores".

- Ele deve ter me visto ontem, quando comecei a falar para os senadores meus amigos, Caiado, Randolfe, Ana Amelia, Ferraço, Lasier, e todos começaram a impedir que houvesse votação ontem simbolicamente, como ele queria, e na nominal ele perdeu. Talvez tenha ficado muito bravo porque viu que eu estava lá trabalhando para impedir que essa barbaridade acontecesse.

Para o deputado, Renan queria chegar ao dia do julgamento em que se tornou réu no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma "carta na manga", mas chegou "nu com a mão no bolso".

- Talvez ele desejasse chegar no julgamento no Supremo com uma carta na manga, e chegou nu com a mão no bolso. Acho que vai virar réu hoje, e aí vem a raiva.

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