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Odebrecht fecha acordo com Estados Unidos. Lula e Dilma podem se tornar alvos de autoridades americanas


Os advogados do ex--presidente Lula demonstraram uma preocupação fora do normal durante as últimas audiências com o juiz Sérgio Moro. Em mais de uma oportunidade, a defesa do ex-presidente inquiriu as testemunhas se elas negociavam algum tipo de acordo com as autoridades americanas.  Moro informou aos advogados de Lula que aquele tipo de pergunta não era pertinente e que as testemunhas não eram obrigadas a responder sobre acordos sigilosos.

A preocupação da defesa de Lula faz sentido. As ações da Petrobras, Odebrecht e Braskem são negociadas nas bolsas de valores americanas e qualquer processo envolvendo estas empresas poderia acarretar uma investigação por parte das autoridades americanas, que tem o dever de defender os interesses de investidores locais.

Por fim, o suposto temor de Lula, Dilma e de outros membros do PT envolvidos nos esquemas de corrupção na Petrobras se confirmaram. Os governos dos Estados Unidos e da Suíça firmaram um acordo no âmbito da Operação Lava-Jato com a Odebrecht e Braskem. Além de prestar informações relevantes sobre os esquemas de corrupção, as empresas terão de pagar multa de R$ 6,9 bilhões para suspender processos em curso que poderiam ser abertos contra elas devido ao envolvimento no esquema de corrupção.

No dia 14, a Braskem, que é controlada por Odebrecht e Petrobras, firmou acordo de leniência junto ao Ministério Público Federal (MPF) e acertou de pagar multa de R$ 3,1 bilhões (US$ 957 milhões), incluindo aí a parte destinada às autoridades americanas, já que as ações da companhia também são negociadas na Bolsa de Nova York. Já a Odebrecht assinou o acordo com o MPF no último dia 1º e se comprometeu a quitar R$ 3, 8 bilhões. Trata-se do maior valor de uma indenização a ser paga por uma empresa brasileira a partir de uma investigação sobre corrupção.

O departamento de Justiça americano, o Ministério Público brasileiro e autoridades suíças devem divulgar um comunicado nesta quarta-feira sobre a assinatura do acordo, no qual as empresas envolvidas admitem que cometeram crimes. O nome de Lula e de Dilma deve aparecer no meio das informações prestadas as autoridades americanas. Odebrecht e Braskem assinaram nesta quarta-feira, 21, seus acordos de leniência, encerrando o "vasto caso de corrupção, nacional e internacional".
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