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Emílio Odebrecht é condenado a 4 anos em prisão domiciliar pela Lava Jato. Sem entregar Lula, iria para o presídio


O todo poderoso da maior empreiteira da América Latina, o empresário Emílio Odebrecht, foi condenado a cumprir pena de quatro anos de prisão domiciliar, mesmo após celebrar o maior acordo de colaboração premiada junto a força-tarefa da Operação Lava Jato.

A exemplo do que ocorreu em outras delações, o empresário não teria prosperado em seu acordo individual, caso sua colaboração não permitisse esclarecer fatos relacionados ao gigantesco esquema de corrupção de sua empresa com os governos do PT de Lula e Dilma.

Emílio acabou envolvido pelo próprio filho, Marcelo Odebrecht, na mega investigação criminal. Durante seus depoimentos, sempre que era questionado sobre esquemas de corrupção anteriores a 2009, Marcelo era enfático: "Isso vocês terão de perguntar ao meu pai" dizia o executivo. "Foi ele que negociou isso"

Marcelo Odebrecht assumiu a presidência do grupo em 2009 e negociou a maior parte dos esquemas de corrupção com a administração da ex-presidente Dilma Rousseff, entre 2010 e 2015. Os negócios anteriores a sua gestão foram conduzidos por seu pai Emílio e o ex-presidente Lula, entre 2003 e 2008.

Isto significa que, sem entregar Lula, Emílio estaria agora preso. Segundo o acordo feito entre o dono da Odebrecht e os procuradores da força-tarefa, ele cumprirá os dois primeiros anos em prisão domiciliar no regime semiaberto, quando poderá trabalhar durante o dia e deverá se recolher em casa à noite.

Os dois anos restantes da pena serão cumpridos em regime aberto, quando ele deverá estar em casa nos finais de semana. Emílio usará tornozeleira eletrônica nesse período.

A pena do dono da Odebrecht não será cumprida de imediato. Durante um período superior a um ano ele ficará livre, mas com a responsabilidade de atuar como uma espécie de "fiador" dos acordos celebrados entre a empresa e a Lava Jato.


Emílio permaneceu incólume durante boa parte das investigações, mas a casa caiu para ele logo após a Lava Jato descobrir a existência de um sofisticado departamento criado apenas para gerenciar a propina distribuída pela empresa a políticos. Diante do fato, Emílio não tinha mais como se esquivar e procurou a Lava Jato com a proposta de entregar aos procuradores o que ele chamou de "colaboração definitiva" da empresa. Era o mês de março passado.

O patriarca, então, comandou internamente todo o processo, que consistiu em contar práticas da empresa desde a época em que ele era presidente até o período da gestão do seu filho Marcelo.
Em depoimento, Emílio falou sobre as relações da empreiteira com o ex-presidente Lula. Ele e o ex-diretor Alexandrino Alencar eram os responsáveis na Odebrecht pelo contato com Lula.

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