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Dilma é interrogada pela Polícia Federal como investigada na Lava Jato, Inquérito criminal foi aberto pelo STF


Um dos fatos que passaram despercebidos do grande público esta semana em meio ao turbilhão de acontecimentos no meio político foi o depoimento que a ex-presidente Dilma Rousseff prestou à Polícia Federal em Brasília na condição de investigada na Operação Lava Jato à Polícia Federal. Na ação, Dilma é alvo de um inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal, STF, suspeita de ter cometido crime de obstrução de Justiça.

Na semana em que completou 68 anos, a petista compareceu por volta das 15h à sede da PF na capital federal acompanhada de seu advogado, Alberto Zacharias Toron e prestou seu depoimento por cerca de uma hora. Como era de se esperar, Dilma e negou às autoridades qualquer tentativa de obstrução de Justiça.

Segundo matéria publicada pela Folha, Dilma respondeu a perguntas sobre a indicação do ministro Marcelo Navarro ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), à nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao comando da Casa Civil e à tentativa do então ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em oferecer ajuda política e financeira ao ex-senador Delcídio do Amaral em troca do silêncio dele.

INQUÉRITO

Além de Dilma, fazem parte do inquérito outras seis pessoas: o ex-presidente Lula, os ex-ministros do PT Aloizio Mercadante e José Eduardo Cardozo, e os ministros do STJ Francisco Falcão e Marcelo Navarro. A abertura de inquérito para investigar a conduta de Dilma e de seus aliados foi determinada pelo relator da Lava Jato no STF, o ministro Teori Zavascki em agosto deste ano.

A principal suspeita à que Dilma tentou interferir nas investigações da Lava Jato por meio do Judiciário com o objetivo de libertar o empresário Marcelo Odebrecht.

Segundo o ex-senador e delator Delcídio do Amaral, Dilma indicou Marcelo Navarro para o cargo de ministro do STJ, com ajuda do então ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do então presidente da corte, Francisco Falcão, sob o compromisso de que ele votasse pela soltura de presos pela Lava Jato, entre eles empreiteiros como Marcelo Odebrecht, um dos principais financiadores de suas campanhas, através de recursos desviados da Petrobras.

Em seu depoimento na Lava jato, Delcídio disse ainda que a iniciativa de Dilma para a nomeação de Navarro não era apenas um "abafa" imediato, mas algo de "maior amplitude e profundidade" que pudesse "mitigar os efeitos da Lava Jato" e não apenas liberar esta ou aquela pessoa.

A nomeação de Lula como ministro da Casa Civil, o que acabou não se concretizando, também foi um dos fatores que levou a Procuradoria-Geral da República a abrir o inquérito criminal contra Dilma.

Os investigadores sustentam que a escolha do ex-presidente tinha o objetivo  proteger Lula com a prerrogativa do foro privilegiado, de modo a forçar que seus inquéritos saíssem das mãos do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba.
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