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Dilma assinou contrato de U$5,4 bilhões que rendeu R$ 4 milhões ao filho de Lula


A participação da ex-presidente Dilma Rousseff nas negociatas que renderam propinas milionárias para Luiz Cláudio Lula da Silva, o filho do ex-presidente Lula, mereceu destaque nas investigações que culminaram na denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal em Brasília contra o o petista e seu caçula.

Os procuradores Hebert Mesquita, Frederico Paiva e Anselmo Lopes descrevem a atuação dos envolvidos nos dois fatos a partir da existência do que chamaram de “uma relação triangular” formada pelos clientes da empresa do amigo de Lula, Mauro Marcondes, a M&M - que aceitaram pagar cifras milionárias por acreditar na promessa de que poderiam obter vantagens do governo federal – outra, pelos intermediários (Mauro, Cristina e Lula) e a terceira, a ex-presidente da República Dilma Rousseff, o então agente público que poderia tomar as decisões que beneficiariam os primeiros.

Ente os clientes da empresa do amigo de Lula, está a Saab, que firmou contrato com o governo brasileiro para o fornecimento de aviões de combate. O contrato assinado por Dilma com a Saab , no valor de U$5,4 bilhões, foi firmado em outubro de 2014.  A Força Tarefa da Operação Zelotes descobriu que a M&M recebeu da Saab quase R$ 7 milhões. A M&M é a empresa do amigo de Lula, que posteriormente repassou mais de R$ 4 milhões ao filho do ex-presidente.

Entre os documentos apreendidos pela Polícia Federal na sede do Instituto Lula, em São Paulo, fica comprovada a intenção de um político sueco que defendia a escolha do modelo fabricado pela Saab, de se reunir com o ex-presidente Lula e a então presidente Dilma Rousseff na África do Sul, por ocasião do funeral de Nelson Mandela. Em 9 de dezembro de 2013, Lula e Dilma viajaram até o país africano naquela data e, exatamente nove dias depois, em 18 de dezembro, o governo brasileiro anunciou a decisão de comprar de 36 caças do modelo Gripen. Era o fim de uma longa disputa e a vitória do cliente da M&M, vitória de Lula e de seu filho. Os dois juntos faturaram uma bolada com a ajuda de Dilma.

Para os procuradores Hebert Mesquita, Frederico Paiva e Anselmo Lopes, que assinam a ação, não há dúvidas de que Lula tinha conhecimento da estratégia utilizada por Mauro Marcondes (de vender à Saab, a MMC  a ideia de que ele tinha intimidade com ex-presidente) e que viu nesse fato a oportunidade de garantir o enriquecimento do filho. Para isso, o ex-presidente valeu-se do trabalho de funcionários do Instituto Lula que, por meio de ligações telefônicas e e-mails, filtravam as conversas. “Assim, ele não subscrevia mensagens e os interessados num contato direto tinham que agendar encontro pessoal”, resume um dos trechos da ação.

Por esta operação, Lula, seu filho, Mauro Marcondes e Cristina Mautoni (os M&M amigos de Lula)  foram denunciados pelo Ministério Público Federal em Brasília pelos crimes de crimes de crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Em maio do ano passado, o juiz federal Vallisney Oliveira condenou Mauro Marcondes a 11 anos e oito meses de reclusão por associação criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. No caso de Cristina, a pena imposta foi de seis anos e oito meses de prisão. Caberá ao mesmo magistrado apreciar a denúncia referente ao caso dos caças e da MP 627 que envolve o ex-presidente Lula e seu filho Luleco. Embora Dilma seja citada nas investigações, seu nome não integra a denúncia oferecida pelo MPF/DF desta sexta.

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