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Cármen Lúcia sugere que Renan cancele projeto de abuso de autoridade. Senador ignora e desafia a presidente do STF


O presidente do Senado, Renan Calheiros, decidiu peitar a da presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia e desafiar um “apelo institucional”  encaminhado pela ministra ao presidente Michel Temer no sentido de evitar a tramitação do projeto que criminaliza juízes e procuradores no Senado.

 Cármen Lúcia pediu para que Temer transmitisse ao Poder Legislativo a solicitação de que não discutisse, nem votasse, o projeto que torna crime o abuso de autoridade de juízes e membros do Ministério Público, porque isso poderia gerar uma grave crise entre os Poderes, com consequências imprevisíveis.

O presidente Temer tratou do assunto no mesmo dia com presidente do Senado, Renan Calheiros. Segundo o próprio Temer. Renan não arredou o pé:

— O senador Renan Calheiros e alguns parlamentares, aos quais transmiti esse apelo, apresentaram fortes argumentos para que a matéria não fosse retirada da pauta. Eu tinha dito a eles que endossava totalmente as preocupações da presidente Cármen Lúcia. Mas eles, em função de seus argumentos, mantiveram-se irredutíveis — Informou Temer ao GLOBO

Segundo a publicação, Temer não insistiu em demover Renan, diante de sua insistência.

— Por temperamento, não tenho por hábito constranger ninguém. Como presidente da República é imperioso que eu respeite as decisões e a independência de outros Poderes. Aliás, essa também foi a preocupação da ministra Cármen Lúcia ao fazer esse apelo. Sendo assim, tive a cautela de não insistir no assunto.

— A ministra e eu somos amigos de longa data, e isso facilita também a nossa relação institucional. E ela me ligou nestes termos: “Olha, temos que salvar o país, evitando essas crises”. Respondi-lhe: “Concordo inteiramente”. Hoje, por exemplo, com a colaboração do presidente da Câmara e do Senado, acho que conseguimos conter a justa indignação popular contra o caixa 2.

Temer disse a Cármen que, no mesmo dia, voltaria a Brasília e se reuniria com Renan e outros membros do Legislativo para transmitir o apelo. Ele disse que chegou à casa de Renan às 23h, e lá estavam Eunício Oliveira (PMDB-CE), José Sarney (PMDB-AP), Moreira Franco (PMDB-RJ) e Aécio Neves (PSDB-MG), entre outros, que ao que tudo indica, estão fechados com Renan.

O grupo de políticos ameaçados pelas investigações da Operação Lava Jato está em pânico com a assinatura do acordo de delação da Odebrecht. As revelações do grupo sobre os esquemas de distribuição de propinas para políticos promete desencadear uma sequência de novas investigações e inquéritos. Os envolvidos nos esquemas de corrupção não estão preocupados com a exposição negativa ou o risco de jamais voltarem a se eleger. Estão preocupados em não ir para a prisão e dispostos a tudo para conter as investigações.

Caberá a Temer e Cármen Lúcia frear o ímpeto golpista dos investigados.
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