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Após sofrer esculacho do STF, Rodrigo Maia afina e diz que decisão de Luiz Fux "fere um pouquinho" rito do Congresso


O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) reagiu com a cautela (covardia) que marca aqueles que sabem que fizeram algo errado ao comentar a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux de anular a mutilação do pacote das 10 medidas contra a corrupção no plenário da Câmara no último dia 30.

O ministro foi implacável com Maia e os parlamentares que tentaram o golpe contra a sociedade e declarou nula a votação: "Tratando-se de meros projetos que ainda não geraram efeitos jurídicos, não configuram mácula à segurança jurídica a invalidação do rito (o golpe) já observado, para que o Congresso Nacional promova a necessária readequação, caso julgue conveniente retomar a sua tramitação", assinalou Luiz Fux, deixando claro que a mutilação que Maia fez no projeto das 10 medidas não vale mais nada.

Rodrigo Maia informou que a assessoria jurídica da Casa vai enviar ao STF uma resposta à liminar sobre a tramitação do pacote anticorrupção já nesta quinta-feira, 15. Segundo Maia, a decisão do ministro Luiz Fux será analisada novamente para saber se “fere um pouquinho” o rito de tramitação dos projetos no Congresso. “Nós vamos ler com o cuidado (a liminar). O ministro Fux é um ministro pelo qual temos muito respeito. Não queremos gerar nenhum tipo de conflito na relação da Câmara com o Poder Judiciário, mas de fato gerou um pouco de perplexidade a decisão que foi encaminhada à Casa”, disse.

Fuz simplesmente desautorizou o golpe da madrugada patrocinado por Rodrigo Maia, o qual mutilou o pacote de medidas anticorrupção e ainda incluiu emenda na legislação que prevê a possibilidade de punir juízes e integrantes do Ministério Público.

Maia afirmou ainda que “não houve nenhum tipo de irregularidade” durante a votação do pacote anticorrupção na Câmara e defendeu que é prerrogativa dos parlamentares legislar. “Eu acho que nós vamos superar isso, vamos mostrar ao ministro Fux onde estão os problemas da liminar dada por ele. Tenho certeza que o plenário (do Supremo) vai decidir respeitando a soberania do Parlamento”, afirmou.

A covardia de Maia ao se referir ao ministro do STF contrasta com sua arrogância quando afirmou que a sociedade não tem o direito de exercer pressão sobre o parlamento. Na ocasião em que comandou a sabotagem ao pacote das dez medidas contra a corrupção, Maia afirmou que o cidadão que quiser aprovar projetos de seu interesse, que se candidate a deputado: "2018 está aí" sugeriu Maia aos insatisfeitos.
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