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Advogado de Lula diz que não sabe por que Eduardo Cunha arrolou seu cliente como testemunha - Vem bomba ai


O advogado do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martins, concedeu uma  entrevista ao jornalista Renato Rovai, da Revista Fórum, na qual admitiu que não tem conhecimento dos motivos pelos quais o ex-deputado Eduardo Cunha arrolou seu cliente como testemunha de defesa. Cunha foi preso pela força-tarefa da Lava Jato, acusado de participar de desvios milionários na Petrobras.

A dificuldade do advogado de Lula em explicar com clareza as razões de Cunha indicam que pode haver algum grau de comprometimento do ex-presidente em alguns episódios nos quais o ex-presidente da Câmara dos Deputados tenha se beneficiado dos esquemas de corrupção na Petrobras.

Cunha é apontado por ter sido favorecido em uma transação de poços de petróleo da estatal na África, adquirido pelo banqueiro André Esteves. Um funcionário da Petrobras ouvido pela Polícia Federal denunciou operação fechada pelo banco BTG Pactual, de André Esteves, na Petrobras. Segundo o funcionário, o banco comprou 50% de um bloco de petróleo na Nigéria por um valor inferior ao que seria correto; "em poucos meses a Petrobras vendeu 50% de participação de seus negócios na África por apenas US$ 1,5 bilhão contra um valor mínimo previsto anteriormente de US$ 3,5 bilhões – avaliado anteriormente pelos bancos internacionais".

A transação foi intermediada pelo ex-diretor da área internacional da Petrobras, Néstor Cerveró. A relação entre André Esteves e Eduardo Cunha foi detalhada na delação premiada do era vice-presidente, Fábio Cleto.

Outro delator que aponta a relação entre Eduardo Cunha e André Esteves é o ex-senador do PT, Delcídio Amaral. O ex-líder do governo Dilma cita a relação de proximidade entre o banqueiro e Cunha. “O presidente da Câmara funcionava como garoto de recados de André Esteves, principalmente quando o assunto se relacionava a interesses do Banco BTG”, diz o senador em seu acordo de delação homologado pelo STF.

É neste ponto que os motivos pelos quais Eduardo Cunha tenha arrolado o ex-presidente Lula como sua testemunha de defesa. André Esteves é o homem que aparece no caso em que Lula é réu por tentativa de obstrução de Justiça, como financiador da compra do silêncio do ex-diretor da área internacional da Petrobras, Néstor Cerveró. Segundo a delação do ex-senador Delcídio Amaral, Lula foi o mandante da tentativa de calar o ex-diretor na Lava Jato, inclusive propondo um plano de fuga do país para Cerveró.

O responsável pelo pagamento dos valores relativos a compra do silêncio de Cerveró seria o banqueiro André Esteves, que chegou a ser preso durante as investigações. O ex-presidente é apontado como o chefe da organização criminosa que vitimou a Petrobras. Lula também é apontado como o comandante das operações da estatal na África. Nestór Cerveró era o ex-diretor da área Internacional da Petrobras na época que André Esteves, o parceiro de Cunha, comprou o campo de petróleo com um desconto de US$ 2 bilhões.

Neste caso, Lula teria agido a mando de Eduardo Cunha, visando blindá-lo no caso do dinheiro que recebeu de operações ilícitas envolvendo a Petrobras na África. O Ministério Público Federal cobra R$ 80,67 milhões do presidente afastado da Câmara e mais R$ 17,8 milhões da mulher dele, Claudia Cruz. O valor corresponde ao acréscimo patrimonial ilícito de Cunha e Cláudia e ressarcimento do dano causado ao erário na compra de campo de petróleo em Benin, na África, em 2011 - negócio que teria resultado numa propina de US$ 10 milhões, parte dela repassada a Eduardo Cunha.

A pergunta que o advogado de Lula não soube responder pode ter uma resposta bem simples: Cunha estava mandando um recado a Lula.




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