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Sérgio Moro recebeu extratos bancários com movimento de US$ 211,6 milhões em contas secretas da Odebrecht na Suíça


A Suíça confirmou nesta terça-feira, 22, a transferência de extratos bancários de contas secretas da Odebrecht no país para o Brasil. Após mais de um ano de espera, a decisão, tomada no dia 5 de outubro e executada na semana passada, permite a identificação de pessoas que teriam se beneficiado de propinas oriundas de desvios na Petrobras.

Os advogados da Odebrecht fizeram de tudo para impedir que os documentos fossem liberados para a Justiça Brasileira.  “Esses documentos foram transmitidos na primeira metade de novembro”, afirmou o porta-voz do Departamento de Justiça da Suíça, Folco Galli.

Advogados na Suíça próximos ao caso disseram que a decisão tem um valor importante, já que parte das acusações contra políticos brasileiros ou empresários apenas poderiam ocorrer com os documentos em mãos de procuradores no Brasil.

Os documentos na Suíça apontam suspeitas de que a Odebrecht movimentou pelo menos US$ 211,6 milhões em contas secretas por meio de empresas de fachada na Suíça para pagar pessoas ligadas ao esquema de corrupção montado na Petrobras, entre elas ex-diretores da estatal e políticos. O dinheiro também teria beneficiado executivos da empreiteira que é alvo da Operação Lava Jato. “Existe a suspeita de que esses pagamentos sejam propinas”, aponta um desses documentos do Tribunal. As movimentações financeiras foram realizadas entre 2008 e 2014, informou o jornal O Estado de S. Paulo.

Nos documentos, os suíços reforçam que a empresa está sob investigação por “pagamento de propinas para influenciar políticos e executivos para garantir projetos em seu benefício”. O Ministério Público em Berna já admite que identificou recursos de origem supostamente ilícita para financiamento de campanhas eleitorais.

A partir de agora, a força-tarefa da Operação Lava Jato conta com centenas de provas que podem resultar em novas fases da investigação, além de gerar novos desdobramentos para fases anteriores. A Odebrecht e os integrantes do PT eram os maiores interessados em evitar que os documentos fossem remetidos ao país.
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