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Mais um líder petista pede a cabeça de Lula. Tarso Genro é outro conivente histórico com a roubalheira do PT


Em entrevista ao Estado e S.Paulo (aqui), o ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, defendeu que o PT faça uma autocrítica e reconheça seus "erros" históricos (corrupção e uso de caixa 2) como forma tentar minimizar os danos na imagem do partido perante a opinião pública.

Genro segue a tendência de uma correte que ganha força no partido, na qual vários dirigentes defendem  uma autocrítica radical para assumir a responsabilidade pelos erros cometidos por membros do PT em nome da legenda, como José Dirceu, João Vaccari Neto e até mesmo o ex-presidente Lula.

Agora que a casa caiu e o PT sofreu uma derrota vergonhosa nas urnas, Tarso Genro reconhece que o partido passa por um momento difícil e diz que é preciso separar quem errou para beneficiar o partido e apontar publicamente quem cometeu ilícitos em busca de benefício pessoal.

No caso do ex-presidente Lula, já ficou comprovado que ele se beneficiou dos esquemas de corrupção das empreiteiras na Petrobras e ganhou reformas em imóveis, transporte dos objetos que retirou do acervo da Presidência e até mesmo os cerca de R$ 30 milhões que recebeu das empreiteiras da Lava Jato por supostas palestras.

Para Tarso, se os atuais líderes se negarem a fazer essa autocrítica, o partido deve sofrer um racha com saída de várias lideranças importantes.

"Porque o partido vai ter que separar. Sobre as pessoas que cometeram ilegalidades em proveito do partido, o partido vai ter que dizer: essas pessoas cometeram caixa 2 para o PT, o PT é responsável por este erro. Agora, quanto às pessoas que cometeram ilegalidades em proveito próprio, o partido não é responsável. Estas têm que ser evidentemente apontadas.

Pode ocorrer [ruptura profunda no PT]. Isso não deve ser tratado com a forma de um ultimato. O que pode ocorrer é se a maioria partidária sonegar uma profunda discussão sobre os nossos problemas certamente haverá uma dispersão, pessoas vão sair. Algumas dessas pessoas poderão ir para um novo partido, outras deverão se desligar e ficar na sociedade civil."

O problema é que os dirigentes do PT que querem fazer a tal da autocrítica decidiram adotar esta postura justamente após ficar comprovado que o partido não vai sobreviver após tantas denúncias de corrupção. O teste de fogo foi eleição municipal. O PT foi banido de norte a sul, perdeu mais de 400 prefeituras, só elegeu um prefeito entre as 100 maiores cidades do país. Talvez seja um pouco tarde para admitir que roubaram tanto.
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