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Lula mentiu em depoimento ao juiz Sérgop Moro sobre nomeações na Petrobras


Durante seu depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apurou o escândalo de corrupção na estatal o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa afirmou que nenhum funcionário alcança cargos executivos de importância na estatal sem “apoio político”.

O ex-líder do PT no Senado Delcídio Amaral também confirmou em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro que existia uma “estrutura montada” no governo Lula para “bancar as estruturas partidárias” e que o ex-presidente “tinha um conhecimento absoluto de todos os interesses que rodeavam a gestão da Petrobrás”.

Em seu depoimento na tarde desta quarta-feira, (30) ao juiz federal Sérgio Moro, o ex-presidente Lula mentiu quando falou por meio de videoconferência na Justiça Federal em São Bernardo do Campo (SP), sobre nomeações para cargos na Petrobras. Lula recorreu à velha tática do "não sei de nada" e disse não por diversas vezes, sempre que questionado se tinha conhecimento sobre a nomeação deste ou daquele diretor da estatal.

Como o caso do ex-diretor Nestor Cerveró. “A nomeação do Cerveró se deu da mesma forma que outros membros da direção da Petrobras, ou seja, a indicação é feita em uma conversa entre o ministro da área com um partido, com a bancada do partido que fez coalizão com o governo. Essa pessoa – se indicada pelo partido – vem através do ministro de Relações Institucionais para a Casa Civil, que manda para o GSI [Gabinete de Segurança Institucional]. Se não tiver nada contra essa pessoa, essa pessoa é indicada para o Conselho da Petrobras, que é quem nomeia na verdade o Cerveró e qualquer outro dirigente”, disse Lula.

A defesa de Cunha perguntou se o ex-senador Delcídio Amaral ou do ex-governador Zeca do PT pediram que Cerveró assumisse o cargo na Petrobras. “Não, a informação que eu tenho é de que a indicação era do PMDB”.

“Vossa excelência sabe dizer qual foi a participação de José Carlos Bumlai na tentativa de manter Nestor Cerveró na diretoria internacional?”, questionou a defesa, que teve resposta negativa de Lula.

O ex-presidente foi perguntado se tinha conhecimento de quem havia indicado Jorge Zelada para a Pretrobras. “Eu acredito que tenha sido o PMDB, da mesma forma que o Cerveró foi indicado”, disse.

“A pessoa só tem uma exigência que nós fazemos para indicar alguém: é que a pessoa seja tecnicamente competente, que a pessoa tenha conhecimento da atividade que vai fazer e todos eles que foram indicados são pessoas que tem competência e história dentro da Petrobras”, acrescentou Lula.

O Ministério Público Federal (MPF) questionou quais partidos tinham participação na indicação de cargos na Petrobras. Lula respondeu que eram os partidos integrantes da base do governo. O procurador insistiu se todos os partidos da base fizeram indicações ou se ficaram restritas a algumas legendas. Lula respondeu que alguns partidos indicaram, porque não existe cargo para todos.

O Ministério Público Federal perguntou a Lula sobre os partidos que tinham participação na indicação de cargos na Petrobras.

— “Eu não sei agora de cabeça quais os partidos, mas eu sei que o PMDB indicou cargos na Petrobras. Eu sei que o PP indicou cargo na Petrobras. Eu sei que o PT indicou cargo na Petrobras. E tem outros cargos indicados na Petrobras que nem passam pela Casa Civil, nem passam pelo Conselho”. Veja, todos os partidos que compuseram a base do governo. Eu já expliquei mais de uma vez que quando um partido compõe uma aliança política para governar, todos os partidos que compõem podem reivindicar ministério e cargo. Esses partidos, então, fazem parte do governo. "Era assim que era montado antes, durante e depois. E é assim que é montado agora" - mentiu  o ex-presidente.

Lula sabe muito bem que o atual presidente da Petrobras, Pedro Parente, colocou um fim definitivo nas indicações políticas de cargos na estatal desde maio desta ano. Esta foi uma das primeiras informações prestadas por Parente a após ser nomeado pelo presidente interino Michel Temer para o cargo. Parente disse ser "claro e taxativo" com relação ao assunto. Segundo ele, esta é a "orientação clara" de Temer.

Parente confirmou a determinação de face à relevância e responsabilidade do cargo e disse que seu objetivo era o de aperfeiçoar a governança da Petrobras para que os cargos fossem ocupados em caráter "estritamente profissional".

"A relação do governo com a Petrobras é de acionista controlador. Portanto, o seu primeiro interesse é o sucesso da empresa. É assim que eu vejo e é assim que a gente vai trabalhar. Teremos uma visão absolutamente profissional, voltada aos interesses da empresa e dos acionistas", disse Parente, confirmando o fim dos famigerados cargos políticos na estatal.

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