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Lula indicou Cerveró por gratidão por propina para o PT, confirma ex-diretor da Petrobras em depoimento


A Lava Jato desvenda aos poucos a relação do assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, com o esquema de corrupção na Petrobras. As informações prestadas pelo publicitário Marcos Valério foram confirmadas pelo ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró em depoimento à Justiça Federal nesta terça-feira 8.

Cerveró confirmou que foi nomeado em 2008 para a BR Distribuidora por indicação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em “agradecimento” por um negócio que aprovou anteriormente e que teria beneficiado diretamente o PT

Segundo o ex-diretor da Petrobras, o negócio envolvendo o PT e a contratação pela Petrobras, em 2009, do grupo empresarial Schahin para operar um navio sonda comprado pela Petrobras para exploração de petróleo na bacia de Santos tinha como pano de fundo um esquema para levantar recursos para o partido.

As investigações da Operação Lava Jato revelaram que a negociação do contrato, iniciada por Cerveró, foi feita mediante um acordo para que a Schahin perdoasse uma dívida de R$ 12 milhões do PT. Parte deste dinheiro, R$ 6 milhões, teria sido usado para comprar o silêncio de Ronan Maria Pinto, um empresário de Santo André que ameaçava relacionar o ex-presidente Lula ao assassinato de Celso Daniel.

“A informação que me foi dada era que [a indicação para a BR Distribuidora] seria um reconhecimento do trabalho que eu havia feito da liquidação da dívida do PT em 2006. Tinha conseguido através da contratação da Schahin, mediante a condição de que a dívida do PT com o Schahin seria liquidada. Foi o motivo de agradecimento ou reconhecimento que levou o presidente Lula a me indicar”, afirmou Cerveró.

O ex-presidente Lula nomeou Cerveró para o cargo de diretor da estatal não apenas como forma de "retribuir" o favor, mas também por considerá-lo uma peça chave nos esquemas de desvios na diretoria da Petrobras. Lula é réu em um inquérito onde é apontado por participação na compra do silêncio de Néstor Cerveró. O ex-diretor da Petrobras será ouvido novamente pelo juiz Sérgio Moro dia 23 de novembro às 14h, em Curitiba.

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