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Lula e PT vão sofrer estrago sem precedentes na Lava Jato. Renato Duque abriu a porta do inferno para cúpula petista.


O ex-presidente Lula entrou em pânico ao ser informado esta semana que um dos homens mais perigosos para ele e para o PT na Lava Jato está prestes a firmar um acordo de delação premiada. O homem em questão é ninguém menos que ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato de Souza Duque, o operador oficial de propinas do PT na Petrobras.

O executivo de 60 anos é o homem que tem os fatos mais letais para o PT a revelar aos procuradores do Ministério Público Federal, depois do empreiteiro Marcelo Odebrecht. Duque atuou diretamente com o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto durante o auge do esquema de desvios na Petrobras, período compreendido entre  2003 e 2012 . Isto significa que Duque atuou durante os dois mandatos do ex-presidente Lula e o primeiro mandato da ex-presidente Dilma.

Renato de Souza Duque, à direita de Dilma Rousseff
 em 2004: companheiro de confiança e operador
financeiro do PT e foi indicado na Petrobrás pelo José Dirceu
Engenheiro de carreira na Petrobras desde 1978, a vida de Renato Duque começou a mudar com a eleição de Lula e a ascensão de José Dirceu a chefia da Casa Civil. Graças a Dirceu, Duque subiu no escalão gerencial para o cargo de diretor de serviços da Petrobras em 2003. Desde então, passou a coordenar esquemas de desvios em favor do PT.

O teor de seus depoimentos é explosivo. Duque entregou à força-tarefa da Lava Jato detalhes inéditos da participação de Lula no petrolão. O ex-diretor já confirmou fatos estarrecedores aos procuradores sobre o envolvimento direto de Lula no esquema de propinas para o PT. Entre as revelações devastadoras, Duque já deu uma pequena amostra e citou uma reunião convocada pelo próprio Lula na sede do seu Instituto em São Paulo para cobrar-lhe explicações sobre a queda nos repasses de propina para o PT, informou o site O Antagonista.

Não é de hoje que Renato Duque tenta emplacar um acordo delação premiada. Condenado a mais de 50 anos na Lava Jato, o ex-diretor sempre tentou se colocar como vítima do gigantesco esquema de corrupção na estatal, além de relutar em esclarecer em detalhes como se dava a movimentação de propinas entre ele, as empreiteiras e o PT.

Mas as coisas foram se complicando e as janelas de oportunidades de fechar logo um acordo de delação foram se fechando. Para piorar, esta semana Renato Duque se tornou réu em uma nova denúncia  que trata dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na estatal.

Além de Duque, entre os réus nesta nova ação da Lava Jato estão o ex-ministro petista Antonio Palocci, o ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht e o casal de publicitários João Santana e Mônica Moura.

O MPF quer que a Justiça determine o bloqueio de R$ 284.696.735,92 de todos os acusados. Os procuradores pediram também que, caso os réus sejam condenados, paguem o total de R$ 505.172.933,10, valor que corresponde ao dobro das propinas pagas aos agentes públicos envolvidos no esquema.

Diante da possibilidade de ser condenado a mais alguns anos na Lava Jato e de perder praticamente todo o seu patrimônio pessoal, Renato Duque finalmente resolveu escancarar tudo o que sabe.  Além da ameaça que sua delação representa para Lula e o PT, há o dano colateral.

A delação de Duque pode precipitar a mais temida de todas as confissões: a do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o mais profundo conhecedor do universo de corrupção comandado por Lula e toda a cúpula do PT. Para piorar, Vaccari é um perigoso desafeto o da ex-presidente Dilma Rousseff. 
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