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Lula diz viver pesadelo ao ver seu legado sucumbir. O sonho de entrar para a história não saiu como planejado


O ex-presidente Lula tem se queixado bastante com seus interlocutores nos últimos dias. O petista se queixa da Justiça brasileira, se queixa da degradação de sua imagem no Brasil e no exterior, mas sua maior queixa tem sido a derrocada de seu partido.

O petista lamenta que tenha surgido no país uma geração de procuradores e juízes tão obstinados em combater a corrupção de modo tão sistemático. Embora todos os políticos e partidos tenham se desenvolvido sob a cultura da corrupção e do caixa 2, o PT foi o precursor de um modelo institucionalizado de corrupção e, segundo seus próprios integrantes já admitiram, a fórmula parecia infalível para levar adiante o plano de poder mais ambicioso do continente.

Lula e seus seguidores tinham planos de permanecerem no poder por 30 anos ou mais. As costuras de acordos espúrios entre políticos e empresários foi alinhavada de modo estratégico ao longo dos últimos 13 anos e todos no partido estavam muito confiantes de que conseguiriam levar a curso, de forma "democrática" os planos de perpetuação no poder.

Estava tudo indo tão bem que a "reserva moral" do partido quanto ao desvio de recursos públicos para enriquecimento pessoal foi se dissipando aos poucos e seus integrantes passaram a enfiar a mão na cumbuca do Estado com maior frequência e virulência. O próprio Lula, apesar de tentar se beneficiar dos cofres públicos de forma dissimulada, usando laranjas e falsas palestas, também se tornou um milionário após deixar o governo. Estava tudo indo tão bem...

Mas a operação Lava Jato e o juiz Sérgio Moro surgiram na vida dos petistas tudo começou a ruir em torno de Lula e do PT. É público e notório que o episódio das pedaladas foi apenas um dos ingredientes que levaram ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. As revelações de que ela se elegeu com dinheiro roubado da Petrobras revoltaram a sociedade e pesaram na decisão dos parlamentares que votaram pela cassação de seu mandato.

Era o início do fim de um dos planos de poder mais ambiciosos e nefastos de que se tem notícia na história da democracia mundial. De lá para cá, vários membros do partido foram presos, Lula se tornou réu em três ações na Justiça e o partido foi praticamente banido do país nas últimas eleições municipais. O PT elegeu apenas um prefeito entre as 100 maiores cidades do país, as que possuem mais de 200 mil habitantes, e viu seu raio de influência minguar em extraordinários 86%.

Além da derrota humilhante nas urnas, Lula não conseguiu eleger o prefeito de sua cidade e sequer seu filho como vereador, 70% dos políticos filiados ao PT pretendem abandonar a legenda nos próximos meses. Mas como não há nada de ruim que não possa piorar mais um pouco, a eventual prisão de Lula pode significar a morte instantânea do partido. 9 em cada dez petistas afirmam que não pretendem permanecer em um partido em que o líder máximo esteja preso. Não cai bem, dizem os petistas.

Lula tem chorado, dizem seus amigos. Lula tem dormido pouco. Alguns se arriscam a atribuir a angústia do petista ao declínio de seu partido. De seu legado. Outros asseguram que Lula é mais egoísta e está preocupado apenas com sua eventual prisão ou a necessidade de ter que fugir do Brasil. Entretanto, há praticamente um consenso entre os remanescentes do partido: o lulopetismo morreu.
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