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Defesa de Lula tenta achincalhar Sérgio Moro em mais uma audiência e deixa escapar motivo de tanta provocação


A defesa do ex-presidente Lula voltou a tumultuar mais uma audiência nesta sexta-feira, 25, conduzida pelo juiz federal Sérgio Moro na  ação em que o petista é acusado de receber vantagens indevidas da OAS com o tríplex do Guarujá e com pagamentos de armazenagem dos objetos roubados do acervo presidencial.

A exemplo do que aconteceu nas duas últimas audiências, a oitiva desta sexta foi marcada por mais provocações por parte da defesa de Lula contra o juiz Sérgio Moro. Também a exemplo do que ocorreu nas duas últimas audiências, a defesa do ex-presidente voltou a demonstrar uma preocupação excessiva com as eventuais negociações de acordos de delação no exterior por parte das testemunhas.

A interpretação para a fixação da defesa do petista sobre os acordos internacionais de delação tem sido a de que os advogados de Lula tentam construir uma teoria da conspiração através de uma narrativa de que o juiz Moro teria um acordo com os EUA para entregar a Petrobras aos americanos.

Mas ao que tudo indica, a preocupação de Lula e de seus advogados tem um outro pano de fundo. O receio com os eventuais acordos de delatores com autoridades no exterior, sobretudo nos Estados Unidos, onde a Petrobrás é alvo de uma série de ações na Justiça movidas por acionistas prejudicados pelo assalto do PT na estatal pode ser melhor explicado.

O temor de Lula e de seus advogados pode ser motivado pelo receio de que estes acordos possam  gerar desdobramentos desagradáveis, como novas  investigações e até mesmo um pedido de prisão internacional contra Lula e outros membros do PT. Diante desta incerteza, Lula não pode arredar o pé do país. Não seria nada agradável fugir do Brasil e depois ser preso no exterior.

A defesa de Lula tem perguntado a todos os delatores que se apresentam como testemunha de acusação do ex-presidente se eles assinaram acordos internacionais de delação. As testemunhas alegam sigilo para não responder. Para os advogados de Lula, testemunhas não podem deixar de responder a qualquer pergunta. As testemunhas não responderam às perguntas sobre acordos internacionais, alegando sigilo neste tipo de negociação.

O juiz Sérgio Moro tem autorizado o silêncio e chegou a chamar a estratégia dos advogados de "mero capricho".

- Doutor, eu não vou colocar em risco uma eventual tratativa que a testemunha tem com algum acordo no exterior por um mero capricho - afirmou Moro, ignorando as reiteradas críticas dos advogados do ex-presidente.
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