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Calero se complica em entrevista ao Fantástico. O excesso de pureza de um aspirante a político do PMDB


O ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, que faz de tudo para esconder seu passado separatista, agora tenta posar de bom moço no Fantástico e abusa dos holofotes para se projetar politicamente. O peemedebista foi um dos idealizadores de um movimento burguês separatista no estado do Rio de Janeiro que questionava a fusão do estado da Guanabara. Movimento O Rio Decide contava com o apoio dos ricos da Zona Sul do Rio e tinha como objetivo acirrar o debate em torno da separação do Estado e a Cidade do Rio, para dividir fluminenses e cariocas.

O ex-ministro da Cultura concorreu a deputado federal em 2010 pelo PSDB, e obteve apenas 2.252 votos. Ao ingressar no partido, Claero declarou que era "identificado com o ideário social-democrata" e por isso sua escolha havia recaído sobre o PSDB, "meu primeiro e único partido". Mas bastou um convite do prefeito do Rio, Eduardo Paes, para para presidir o Comitê Rio 450, e Calero pulou para o PMDB.

O queridinho dos editores do site O Antagonista consegui cativar Eduardo Paes e foi convidado para substituir o secretário de Cultura do Rio, o jornalista Sérgio Sá Leitão, que pediu exoneração do cargo para voltar à  iniciativa privada. Sérgio Sá Leitãojá foi sondado pelo prefeito eleito Marcelo Crivella para reassumir a secretaria de Cultura do Rio.

Segundo um assessor de Calero na época em que era secretário, o ex-ministro é um estrategista frio e calculista. Apesar de sua aparente moderação e equilíbrio, é uma pessoa vingativa, explosiva e sem qualquer pudor ideológico “Ele nunca escondeu a ambição política dele. Esta intenção sempre foi clara". Eduardo Paes sabia disso e estava disposto a se tornar seu padrinho político.

Ao recriar o Ministério da Cultura, Temer encontrou dificuldades em definir um nome para a pasta. Cinco pessoas haviam rejeitado os convites do Planalto para ocupar o cargo. Foi a deixa para Eduardo Paes, que deu o empurrãozinho que faltava para projetar o nome de Marcelo Calero nacionalmente.

Ao assumir o cargo, Calero até que tentou nadar na mesma direção do governo Temer e chegou a acolher sugestões de nomes de servidores para cargos na pasta para agradar os patrões. O ex-ministro da pasta, Juca Ferreira, criticou sua tentativa de se promover nas redes sociais: “É uma tentativa malandra de cativar os funcionários de carreira com essa decisão superficial”, afirmou Ferreira, que classificou como uma “canalhice” a crítica do ministro ao que chamou de “aparelhamento” do MinC.

“O senhor Calero não está preparado para ser ministro da Cultura. Ele não sabe para onde o vento sopra. Vai fazer o que mandarem ele fazer”, criticou Ferreira, também por meio das redes sociais. Desde então, a pressão de "setores" da classe artística sobre Calero só aumentou.

Não demorou muito tempo e Calero já estava convicto de que não estava tendo a devida atenção no Ministério da Cultura, relegado ao segundo plano no governo Temer, após o desgaste da recriação da pasta. O ex-ministro também se encontrava em uma situação delicada com a criação da CPI da Lei Rouanet e era pressionado pela classe artística carioca, que a qual não queria se indispor por razões óbvias: Calero é um garoto da Zona Sul do Rio, região que considera a base para o início efetivo de sua carreira política. Empolgado com o destaque obtido por Marcelo Freixo nas eleições municipais do Rio no último pleito, sobretudo com o apoio da classe artística obtido pelo candidato do PSOL, Calero se convenceu de que não seria uma boa opção permanecer no governo Temer, por acreditar que a eventual queda da popularidade do presidente afetaria suas ambições políticas.  

As cobras do ninho de Calero
A candura, a autopromoção sobre seu caráter "ético" e os ataques aos aliados de Temer, como Aécio Neves, durante a entrevista ao Fantástico levantou uma série de suspeitas. Calero pertence ao ninho de cobras do PMDB do Rio, onde a pureza e honestidade passam longe. É aprendiz de Sérgio Cabral, Eduardo Paes e Jorge Picciani. Seu ataque ao governo Temer é um indicativo de que deixará o PMDB. Seu ataque ao senador Aécio Neves é outro indicativo de que não irá para o PSDB, destino incerto de seu tutor, Eduardo Paes. Calero quer mesmo é buscar abrigo na esquerda caviar, após ter feito o jogo sujo de tentar desestabilizar o governo. que enfrenta dificuldades em corrigir os rumos da economia do país.

Calero posou de santo na entrevista no Fantástico, mas não convenceu. Acusou o presidente de tê-lo pressionado, mas não soube precisar a acusação de forma clara. Ao ser indagado sobre a gravação que fez de Temer, afirmou que gravou apenas uma conversa protocolar, sem nada comprometedor. Logo em seguida, foi questionado sobre as gravações de Geddel e do ministro-chefe da casa Civil, Eliseu Padilha, Calero foi evasivo: “Não posso responder a essas perguntas”.

Calero acabou sendo enquadrado de fato por Michel Temer, que exigiu neste domingo que a gravação que fez fosse divulgada aos brasileiros. 
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