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Calero admite que gravou conversas com Temer a mando de amigos. Suspeita de represália contra prisão de Cabral


O ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, tem sido acusado de tentar desestabilizar o governo do presidente Michel Temer a mando de setores do PMDB do Rio, em represália contra a prisão do ex-governador Sérgio Cabral.

Em entrevista com jornalista Renata Lo Prete ao programa Fantástico, da Rede Globo, Calero. admite que gravou conversas que teve com Temer e outros ministros para se proteger.

O ex-ministro afirma que tomou tal atitude por recomendação de "colegas" da Polícia Federal do Rio. “A sugestão, né, de alguns amigos que tenho da Polícia Federal para me proteger, para dar um mínimo de lastro probatório de tudo aquilo que eu relatei no depoimento eu fiz algumas gravações telefônicas”, confirmo o ex-ministro, sugerindo que fez as gravações em telefonemas com Temer.

Cabral teria mencionado que "colegas" da Polícia Federal do Rio estariam acompanhando seu caso. Em gravações telefônicas, ficou claro que o ex-governador sabia do andamento das investigações contra ele. Em uma das conversas com interlocutores, Cabral estranhou o fato de não ter sido preso no dia 11 e ironizou: "deve ter sido um problema de logística"

Calero afirmou em seu depoimento que foi "enquadrado" por Temer, insinuando que o presidente o teria coagido a agir em defesa dos interesses que ex-ministro Geddel Vieira Lima tinha na liberação da construção de um prédio em Salvador, onde teria comprado uma unidade. Temer reconhece que a prisão de Cabral deixou a cúpula do PMDB carioca bastante irritada com o Planalto. Tecnicamente, a denúncia de Calero a PF não possui nenhum efeito contra o ex-presidente, além de causar constrangimentos ao governo. Em Brasília, a conversa que circula no meio político é a de que como diplomata, Calero é um belo de um fofoqueiro futriqueiro.

O problema é que, mais cedo neste mesmo domingo, 27, o presidente Temer enquadrou de fato o ex-ministro durante entrevista coletiva. Temer exigiu que Calero divulgue imediatamente as supostas gravações para comprovar que agiu de maneira institucional, ao sugerir que o problema fosse encaminhado à Advocacia Geral da União, EGU.

A tentativa de comprometer Temer no caso ficou apenas na conversa. Calero disse ao Fantástico que só gravou uma ligação de Temer para seu gabinete e fez questão de manter a conversa em tom "protocolar". É isso mesmo. A conversa que Calero alega ter gravado com Temer contem apenas um diálogo protocolar e insticional. 
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