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PT enfrenta segunda onda da derrota nas urnas com novo racha. Metade dos parlamentares querem deixar o partido


O PT vive um verdadeiro racha, após a confirmação das derrotas nas ruas e da confirmação da eventual prisão de seu líder máximo, o ex-presidente Lula. Um dos maiores desafios da legenda tem sido a renovação da direção nacional. Integrantes da corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB), estão irredutíveis quanto ao calendário e à forma de escolha da nova direção. “Está tendo um açodamento. (As plenárias da esquerda) Têm como objetivo somente ganhar a direção do PT”, disse um dos vice-presidentes do partido, Jorge Coelho. Segundo ele, “uma parte (da esquerda) está se preparando para sair” do PT.

O aprofundamento da crise e a Operação Lava jato tirou o partido dos eixos. Desde que perdeu a Presidência após 13 anos, o PT sofreu uma das mais significativas derrotas nas eleições municipais e tem alguns de seus principais líderes presos ou na mira da Justiça por acusações de corrupção.

Diante da situação delicada, dirigentes admitem reservadamente que o PT deve sofrer uma nova debandada, agora de parlamentares que temem não se reeleger por causa do desgaste da imagem do partido. Alguns dirigentes calculam que até a metade da bancada petista na Câmara pode deixar o partido.

Mas os problemas do partido não param por aí. Implodido por tanta corrupção, parte de seus membros exigem uma autocrítica e que integrantes responsáveis pelos desvios assumam publicamente seus erros. Estas exigências são mortais para o ex-presidente Lula. Diante da ineficácia de seus advogados de defesa no plano jurídico, só restou ao petista cuidar de sua defesa no campo político. Em seus discursos, Lula tem afirmado que é o homem mais honesto do mundo.

Mas o o secretário nacional de Formação do PT, Carlos Árabe, integrante da corrente Mensagem ao Partido, não quer saber desta conversa e quer que os corruptos da legenda mostrem a cara. em entrevista ao Estadão, Carlos demonstrou não estar preocupado com a encenação pública de Lula e dos dirigentes da legenda.

Estadão - Como o senhor acha que deveria ser feita essa autocrítica?

Carlos Árabe - De quem é a responsabilidade pelo que aconteceu no PT nesse último período? A autocrítica tem que começar por quem fez algo. Não vou fazer autocrítica de algo que não fiz. Sou da direção nacional há décadas e nunca aprovei nada disso. Foi tudo feito à revelia de milhares de filiados. A direção tem que provar que não houve nada errado ou pôr para fora quem fez
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