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PT deve perder 50 parlamentares nos próximos meses. Grupo exige mundança como desculpa para sair do partido


Um grupo formado por cerca de 50 parlamentares do PT, a maioria deputados federais, que participaram da elaboração do manifesto intitulando-se "Muda PT" se movimenta para pressionar a legenda no sentido de  antecipar as eleições internas do partido.

O grupo exige a realização de um encontro partidário no mês de dezembro para convocação de um congresso da sigla. Temendo o estigma da marca do PT nas próximas eleições, os parlamentares admitiram até a criação de uma nova sigla, o que permitiria uma saída coletiva.

A nova frente seria uma última tentativa para que permaneçam no PT sem sofrer o desgaste da sigla. Na reunião, no entanto, alguns parlamentares reconheceram a dificuldade de atrair legendas interessadas em uma fusão com o partido.

Frustrada essa coalizão partidária, restaria a alternativa de fundar um partido ou deixar o PT. Um dos membros da corrente insatisfeita com o partido, o deputado federal Décio Lima (SC), avalia que uma fusão seria mais prática do que a criação de uma nova legenda. O grupo deixa claro que há pouca esperança na renovação do partido.

Segundo participantes do encontro, esse seria um prazo fixado pelos descontentes antes de dar início à criação da nova sigla.

Décio Lima conta que tem conversado informalmente com integrantes de outros partidos, como o PDT, PC do B, PT do B e até PMDB. Mas a discussão é embrionária.

"Quando falo em frente ampla, falo em uma organização tática vinculada ao processo eleitoral de 2018", disse o anfitrião, explicando que caberá a seus integrantes "espírito de grandeza" para escolher o melhor candidato em 2018.

Participante do encontro, o ex-ministro Pepe Vargas (RS) nega, porém, que seja um ultimato: "não tem esse caráter", afirmou. "A gente discute cada coisa a seu tempo."

Além de Pepe Vargas, a reunião incluiu nomes como o da ex-ministra Maria do Rosário (RS), o vice-presidente do PT Paulo Teixeira e a deputada Moema Gramacho (BA).

Integrantes desse movimento enfrentam dificuldades para encontrar um destino fora do PT, já que uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) impede que partidos recém-criados tenham direito a fundo partidário e tempo de TV antes das eleições de 2018. Daí, a ideia de fusão com uma siglas já existentes.

A partir de agora, os petistas procurarão oficialmente potenciais coligados, como o PT do B. Segundo fontes, a debandada poderá ser maior ainda,  caso o ex-presidente Lula seja condenado em algum dos inquéritos em que é investigado. Na avaliação do grupo, o PT morre com a prisão de Lula.
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