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Professora da Universidade Johns Hopkins detona Dilma. Para Monica de Bolle, a petista comunista quase matou o Brasil


A economista Monica de Bolle, professora da Universidade Johns Hopkins, autora do livro “Como matar a borboleta-azul: Uma crônica da era Dilma”, foi a convidada do Roda Viva na última semana. Durante o programa, a economista fez uma breve análise da crise econômica brasileira, apontou a ex-presidente Dilma e o PT como os principais responsáveis pela tragédia e apontou algumas medidas necessárias para tirar o país do atoleiro.

Em seu livro, A Professora da School for Advanced International Studies da Johns Hopkins University e pesquisadora sênior do Peterson Institute for International Economics, Monica faz um balanço dos desacertos que levaram o governo Dilma a matar a borboleta-azul do crescimento e levar o Brasil à pior recessão da sua história, com queda prevista de 7% do PIB no biênio 2015/2016. A economista descreve a trajetória da economia durante a finada era Dilma como um filme de terror, como um trem desgovernado rumando velozmente para o precipício.

Gastança, intervenções erráticas, desonerações em série, medidas protecionistas equivocadas, controle artificial e populista de tarifas e maquiagem das contas públicas com objetivos eleitorais foram alguns dos ingredientes de uma receita infalível de Dilma para quebrar o Brasil, segundo a economista.

Durante o programa Roda Viva, Monica de Bolle falou sobre o cenário econômico pós-Dilma e demonstrou com clareza os desafios que o governo Temer tem pela frente para corrigir toda a lambança deixada por Dilma e o PT.

Confira alguns trechos da entrevista:

"Falar sobre a PEC do Teto pode soar um pouco abstrato para a população. Esse tipo de comunicação deve se dar de maneira simples: “olha, passamos por um momento complicado, houve um desmonte da economia e, diante disso, temos duas opções, podemos cortar gastos, aumentar impostos ou fazer uma combinação das duas coisas. Como aumentar impostos terá um impacto no seu bolso, estamos tentando evitar essa situação de imediato”.

A partir de 2011 houve uma tentativa de manter o país crescendo numa taxa que já não era condizente com a realidade. E vários artifícios foram utilizados, mas principalmente dois: o uso do crédito público subsidiado, sobretudo do BNDES, e a queda dos juros de uma forma um tanto atabalhoada.

Dilma Rousseff deixou uma porta arrombada sem nada dentro. Foi um legado de destruição.

O processo de reconstrução da economia é árduo, lento e vai exigir muita paciência. E o pior é que, diferente da época de Itamar Franco, quando o Plano Real levou dinheiro ao bolso da população, hoje não há nada que se possa fazer para dar um alento às pessoas.

Existe atualmente no Brasil uma situação esquisita. Se você foi a favor do impeachment de Dilma Rousseff, precisa necessariamente ser a favor do governo Temer. Eu entendo aqueles que apoiaram o impeachment mas olham com desconfiança o atual governo. São coisas diferentes.

O problema maior não é fazer a PEC 241 ser aprovada no Congresso, mas ter pulso firme para aguentar a pressão de todos os grupos de interesse que querem um pedaço desse latifúndio.

O governo Dilma, principalmente no final, estava completamente sem direção, o que tem um impacto grande sobre o mercado financeiro. As pessoas estão mais otimistas. Mas tanto eu quanto parte dos investidores estrangeiros que pensam a longo prazo estão preocupados, porque a situação que vivemos hoje tende a mudar em 2017, quando já estaremos vivendo uma realidade pré-eleitoral.

Países onde houve uma queda muito forte do PIB per capita normalmente demoram uma década para se recuperar.

Nos primeiros anos do governo Lula havia um equilíbrio grande entre ideologia e pragmatismo, além de um quadro internacional positivo. No segundo mandato, principalmente depois de 2008, esse equilíbrio começou a se desvirtuar. No final, predominou a ideia de que o que importava era manter o crescimento, a renda subindo e os níveis de emprego, mesmo que isso não estivesse mais em conformidade com o processo que o Brasil estava vivendo naquele momento. Se Dilma tivesse retomado o equilíbrio, talvez revertesse essa descida ladeira abaixo. Em vez disso, ela acelerou.

Enquanto nossos vizinhos estavam fazendo diversos acordos bilaterais, nós simplesmente ignoramos por completo o que acorria ao nosso redor. É uma infelicidade que o Brasil esteja se abrindo somente agora, num momento em que o mundo quer se fechar".

Acompanhe a íntegra do programa no vídeo abaixo:

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