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O estelionato eleitoral de Marcelo Freixo. Comunista convoca militantes de esquerda de todo o país para inchar campanha no Rio


A folha noticiou que militantes de esquerda de várias partes do país estão organizando excursões para apoiar o candidato a prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo (PSOL) . Segundo a publicação, estão todos desapontados com os resultados do primeiro turno das eleições municipais em suas regiões por não terem conseguido eleger seus candidatos.

Os militantes de esquerda de São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná decidiram viajar ao Rio de Janeiro para ajudar na candidatura de Marcelo Freixo (PSOL) no segundo turno e, quem sabe, até conseguir uma boquinha na prefeitura da cidade, caso o o comunista vença a eleição.

Os esquerdopatas estão feridos mortalmente e não se importam com o que pode ser melhor para a cidade do Rio. Mais importante para eles, é amenizar o orgulho ferido com a derrota nacional das esquerdas: "É uma obrigação moral da esquerda eleger o Freixo", afirma o jornalista paulista Francisco Toledo, 25, que decidiu viajar para o Rio um dia após a vitória de João Doria (PSDB) no primeiro turno da eleição na capital paulista.

 "É uma disputa de ideais de governo", afirma a gaúcha Maria Melgarejo, 19, que também irá ao Rio para ajudar na campanha. "Um é conservador, religioso, e o outro quer abrir a administração para o povo", afirma ela, também de olho em uma boquinha na administração.

Seus candidatos de esquerda foram derrotados em Porto Alegre, onde mora a estudante, e o segundo turno será disputado entre Nelson Marchezan (PSDB) e Sebastião Melo (PMDB).

Entre as principais cidades doadoras estão São Paulo (SP), Niterói (RJ), Brasília (DF), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Nova Iguaçú (RJ) e Recife (PE).

A iniciativa, que tem o PT por trás, tem sido encampada pela base de militantes do PSOL carioca, que organizam iniciativas de "hospedagem solidária" para os colegas de fora. A prática, dizem, é comum quando há eventos grandes, como congressos do partido ou eleições em sindicato, e costuma acontecer de forma espontânea.

Foi criado até mesmo um formulário online para organizar a militância "estrangeira". "O Rio é uma cidade extremamente cara, e queremos possibilitar que essas pessoas venham", afirma Felipe Mota, 25, responsável pela criação do formulário. Ele diz ter sido "procurado" por ao menos 30 possíveis anfitriões até a tarde de sexta (7).

O administrador admite que a campanha envolve pessoas não filiadas ao PSOL, que irão participar do "esforço" para vir ajudar a eleger Freixo.

"Na última semana devemos fazer uma caravana, e o grosso do pessoal deve ir no final de semana do segundo turno", afirma Márcio Rosa, secretário de comunicação do PSOL de São Paulo.

Segundo ele, deve ser organizado um evento de arrecadação de fundos para bancar a empreitada. Também haverá deslocamento de militantes para Sorocaba (SP) e, em menor escala, Belém (PA), onde candidatos do partido disputam o segundo turno.

Para Freixo, a movimentação da esquerda em torno do Rio de Janeiro é natural devido à importância da cidade no cenário nacional. "O Rio de Janeiro é uma caixa de ressonância do Brasil inteiro, para o bem e para o mal. Tem um sentimento grande progressista no Brasil inteiro que quer que a gente vença. Torço para que venham todos", afirma.

A suspeita é a de que o PSOL estaria financiando as caravanas de outros estados para inchar artificialmente a campanha de Freixo no Rio e atraindo militantes de aluguel que não estão familiarizados com os problemas da cidade. Os métodos são os mesmos adotados pelo PT, que pode estar por trás de parte do financiamento das caravanas.
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