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MST recua diante das medidas que podem levar a extinção do movimento. Líderes avaliam propor trégua ao governo Temer


Os líderes do Movimento dos Sem Terra, MST, avaliam uma reaproximação do o governo Temer após o anúncio das medidas que prometem colocar um fim nas prerrogativas que garantem a existência do grupo. 

O projeto elaborado pelo governo Temer é basicamente um programa de reforma agrária que vai interromper a distribuição de terras e enfraquecer a atuação de movimentos sociais ligados ao PT na política fundiária. A proposta é acelerar a emissão de títulos de domínio das propriedades e transferir às prefeituras a função de identificar assentados aptos a recebê-los.

A medida limita o poder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A organização seleciona as famílias a serem beneficiadas com lotes em novos assentamentos e também aponta aquelas que serão contempladas com o título de domínio. De posse do documento, assentados podem ter acesso a recursos do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) ou vender a propriedade, de acordo com publicação do jornal O Estado de São Paulo.

O programa deve ser lançado até o final de outubro, em Mato Grosso, logo após o presidente voltar de viagem internacional pela Ásia. A meta de Temer é entregar 753.933 títulos até 2018. Segundo levantamento do atual governo, na gestão Fernando Henrique Cardoso foram expedidos 62.196 documentos entre 2000 e 2002. Em 13 anos de governos de Lula e Dilma, foram entregues apenas 22.729 títulos a assentados. Um verdadeiro crime contra os trabalhadores rurais que buscam uma oportunidade de produzir e ajudar o Brasil a crescer através da agricultura familiar, a principal responsável pelo equilíbrio nos preços de produtos agrícolas. Temer pretende conceder em apenas 2 anos 34 vezes mais títulos que o MST e PT concederam ao longo dos últimos treze anos. 


Os integrantes do movimento estão vendo com preocupação as inciativas anunciadas pelo governo. A tática adota por Lula e Stédile para manter um grande número de famílias subservientes aos seus interesses será completamente desmontada. 

O modelo que mantém os integrantes presos ao movimento é mantido negando a entrega aos assentados dos títulos de domínio das propriedade. Desta forma, O MST mantém milhares de famílias reféns de suas imposições. O perde agora o poder de selecionar as famílias beneficiárias. Desta forma, milhares de pessoas que passaram anos atendendo as convocações dos líderes do grupo, como uma forma de chantagem para que pudessem ser "escolhidas" para algum assentamento não terão mais motivos para seguir a tirania dos líderes do movimento.

Os líderes do MST estudam propor uma trégua ao governo em troca de um recuo. O líder do MTST, Guilherme Boulos se reuniu semana passada com com Chefe da Casa Civil Eliseu Padilha e pediu para que o encontro fosse mantido em sigilo (aqui). O líder dos Sem Teto pediu inclusive que a reunião no Planalto não fosse registrada em imagens. Segundo fontes do Planalto, Boulos informou que irá prosseguir com pequenas manifestações apenas para manter o grupo coeso, mas se comprometeu a negociar com o governo a pauta de reivindicações de forma "amigável". em outras palavras, Boulos se comprometeu a abandonar Lula.

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