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Ministro da Justiça e juiz federal se recusam a comentar ofensas de Renan Calheiros. O silêncio é um péssimo sinal


Acuado desde a prisão do chefe da polícia do senado, o presidente da Casa, senador Renan Calheiros, (PMDB-AL), partiu para o ataque nesta segunda-feira, 24 e chegou a ofender o Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes e o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal, no Distrito Federal.

Renan estava completamente descontrolado ao criticar o Governo Federal e à Justiça, no caso das prisões de agentes da Polícia Legislativa pela Polícia Federal na última sexta-feira (21). Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (24), Renan chegou a dizer que o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, se comporta "no máximo", como um "chefete de polícia".

"O ministro da Justiça não tem se portado como ministro de Estado. No máximo, tem se portado como um chefete de polícia", afirmou o presidente do Congresso.

Irritado com vazamentos que teriam vindo do Planalto de que teria "pedido a cabeça de Moraes", Renan Calheiros disse que o ministro da Justiça comporta-se "falando mais do que devia, dando bom dia a cavalo".

Renan também se referiu ao  juiz Vallisney de Souza Oliveira "juizeco de primeira instância": "Um juizeco de primeira instância não pode, a qualquer precipitação, autorizar uma ação em outro Poder", disse Renan. "Estou repelindo essa invasão", esbravejou Renan, completamente fora de sí.

O senador tem lá seus motivos para demonstrar tanto desespero. Além de ter que confirmar as informações prestadas pelo diretor da polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo Carvalho sobre as varreduras que autorizou em endereços de senadores, ex-senadores e até mesmo nos endereços do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, Renan teme que seu ex-diretor de polícia do senado o complique ainda mais. Pedro Ricardo Araújo Carvalho está preso e colaborando com as autoridades. Renan é apontado como suspeito de comandar  os policiais legislativos que teriam atuado para obstruir investigações da Lava Jato.

Mas um dos fatos mais preocupantes em toda esta situação é que nem o Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes ou o juiz federal Vallisney de Souza Oliveira se deram ao trabalho de responder as ofensas feitas por Renan. O fato de ter sido diligentemente ignorado pelas autoridades que ofendeu levantou preocupações entre seus aliados. Em Brasília, ainda prevalece a máxima de que não se responde ofensas de homens mortos.


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