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Lula pode pegar até 15 anos de detenção apenas com a denúncia no âmbito da Operação Janus, da Polícia Federal



A Operação Janus.

A denúncia contra o ex­-presidente Lula pelos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e organização criminosa no âmbito da Operação Janus, da Polícia Federal pode resultar em uma condenação de pelo menos 15 anos de prisão. Fora da Lava Jato.

Desta vez, Lula é investigado por seu envolvimento em repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a Odebrecht para obras em Angola.

O Ministério Público Federal (MPF) afirma que Lula recebeu propina "de forma dissimulada, valores que, atualizados, passam de R$ 30 milhões" pelo favorecimento a empreiteira. A propina seria em retribuição ao fato de ter sido contratada pelo governo angolano com base em financiamento para exportação de serviços concedida pelo BNDES, a Odebrecht.

"No caso de Lula, a denúncia separa a atuação em duas fases: a primeira, entre 2008 e 2010, quando ele ainda ocupava a presidência da República e, na condição de agente público, praticou corrupção passiva. E a segunda, entre 2011 e 2015, já como ex­-mandatário, momento em que cometeu tráfico de influência em benefício dos envolvidos", informa o MPF em nota divulgada nesta segunda-feira, 10.

O MPF acusa Lula de ter usado sua empresa de palestras, a Lils, para lavar dinheiro de corrupção. "Outra constatação é a de que parte dos pagamentos indevidos se concretizou por meio de palestras supostamente ministradas pelo ex-­presidente a convite da construtora. Nesse caso, a contratação foi feita por meio da empresa Lils Palestras, criada por Lula no início de 2011, menos de dois meses depois de deixar a presidência", diz o MPF.

Segundo o Ministério Público, a contratação da empreiteira para Lula fazer palestras servia para "ocultar a real motivação da transferência de recursos da Odebrecht para o ex­presidente Lula”.
Para os procuradores, entre 2008 e 2015, Lula atuou junto ao BNDES e outros órgãos sediados em Brasília para "garantir a liberação de financiamentos pelo banco público para a realização de obras de engenharia em Angola".

"O ex­-presidente deve responder por lavagem de dinheiro, crime que, na avaliação dos investigadores, foi praticado 44 vezes e que foi viabilizado, por exemplo, por meio de repasses de valores justificados pela subcontratação da empresa Exergia Brasil, criada em 2009 por Taiguara Rodrigues dos Santos, “sobrinho” de Lula e também denunciado na ação penal."

Além de Lula e Marcelo Odebrecht, foram denunciados Taiguara Rodrigues, contraparente de Lula, José Emmanuel Camano Ramos, Pedro Henrique de Paula Schettino, Maurício Bastianelli, Javier Chuman Rojas, Marcus Fábio Souza Azevedo, Eduardo Alexandre de Athayde Badin, Gustavo Teixeira Belitardo e José Madureira Correia.
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