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Lula desafia o MPF e publica palestra falsa em sua página do Facebook. O desespero e o medo de ser preso


Diante da impossibilidade de comprovar a existência de palestras que justifiquem o recebimento de somas exorbitantes de empreiteiras investigadas na Lava Jato, o ex-presidente Lula publicou um vídeo em sua página do Facebook alegando se tratar de uma palestra. Confira AQUI

O problema é que no próprio site do Instituto Lula, há a seguinte informação relativa ao evento que o petista alega se tratar de uma palestra na mesma data: "Lula veio ao país, a convite do governo angolano, para um seminário de troca de experiências em programas sociais de combate à pobreza entre Brasil e Angola. O encontro é organizado pela Fundação José Eduardo dos Santos e o Instituto Lula. Saiba mais sobre o seminário e a programação da viagem de Lula à África", conforme pode ser visto AQUI.

Qual motivo teria a empreiteira Odebrecht para pagar R$ 479.041,92 por uma participação de Lula em um seminário realizado a convite do governo angolano? Mas as controvérsias vão além do óbvio. Segundo a empreiteira, “o ex-presidente foi convidado pela empresa para fazer palestras para empresários, investidores e líderes políticos sobre as potencialidades do Brasil e das empresas do país", algo que não tem nenhuma relação com o vídeo divulgado por Lula em sua página do Facebook.

Lula confiava na cumplicidade de todos os envolvidos e interessados no dinheiro do BNDES, como o próprio ex-presidente, o ditador angolano José Eduardo dos Santos e o empreiteiro Emílio Odebrecht.

Conforme apurou o Ministério Público Federal, MPF, a tal viagem de Lula para a Angola naquela ocasião foi bancada pela Odebrecht, que desembolsou R$ 479.041,92 pela palestra Gestão dos programas Fome Zero e Bolsa Família. Durante sua visita a Angola, Lula foi acompanhado por Emílio Odebrecht e se encontrou com o presidente angolano José Eduardo Santos, com quem falou sobre financiamentos do BNDES, de acordo com documentos diplomáticos. Dias depois, em 26 de maio, a Exergia, empresa de seus sobrinho Taiguara Rodrigues, firmou um contrato milionário com a Odebrecht.

Os advogados do ex-presidente, brilhantes como sempre, alegaram que "Lula não recebeu qualquer valor da Exergia, o que é provado pela quebra de sigilo bancário e fiscal do ex-presidente, que não mostra um centavo vindo da empresa". Lula não recebeu, mas seu sobrinho recebeu. Por sua vez, seu sobrinho pagou contas do irmão mais velho de Lula, o comunista "Frei Chico".

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Outro fato curioso é que no período em que a Odebrecht contratou Lula, a empreiteira recebeu nada menos do que  US$ 7,4 bilhões do BNDES, divididos em 52 contratos fora do Brasil. A construtora investigada na Lava Jato pagou R$ 4 milhões para a L.I.L.S., a pequena empresa de palestras de Lula, e ainda arcou com despesas no valor de US$ 1,2 milhão com fretamentos de aeronaves, carros e hospedagens para o petista. Na superfície, o ex-presidente era patrocinado pela empreiteira para dar palestras em países onde a empresa possui obras de infraestrutura. Uma perícia do MPF demonstra que, no período em que Lula foi contratado pela Odebrecht, a empreiteira passou a conseguir dinheiro do BNDES em menos da metade do tempo usual em outros contratos da instituição. Geralmente, a liberação de recursos ocorre em cerca de 500 dias em média, mas a Odebrech conseguia liberar recursos com até 170 dias.

Mais surpreendente ainda é o que os advogados do ex-presidente alegam em sua defesa: "Se Lula não é funcionário público desde 2011 não pode lhe ser imputado o crime de corrupção ou tráfico de influência". 
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