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Lula confessa arrependimento a amigos e se sente angustiado por causar tantos embaraços ao PT.


O rumor de que o desejo de realizar uma autocrítica e assumir erros do passado está crescendo entre os integrantes do PT tem se fortalecido nos últimos dias, sobretudo após a derrota nas urnas nas eleições municipais. Correntes internas debatem agora não o desejo, mas a necessidade de assumir que o partido adotou práticas condenáveis, como o uso de dinheiro público em campanhas, para financiar um plano de poder.

Embora muitos admitam que sem tais práticas, o partido e seus integrantes jamais teriam chegado aonde chegaram, praticamente todos reconhecem que houve um certo exagero, um excesso de confiança baseada na expectativa de que permaneceriam por bastante tempo no governo.

Mesmo antes da queda de Dilma, correntes do partido já defendiam o abandono do uso de dinheiro público em campanhas, mas reconheciam que já era tarde para impedir os estragos causados pela Operação Lava Jato. Neste caso, além do uso de dinheiro do contribuinte para financiar candidatos do partido, a investigação revelou que vários integrantes da legenda foram além deste propósito e acabaram acumulando fortunas com o dinheiro desviado através da engenharia criada para a obtenção de recursos para o PT.

Entre os que admitem o excesso de confiança de que tudo permaneceria em segredo está o ex-presidente Lula. O petista chegou a fazer o 'mea-culpa' por razões óbvias e admitiu os excessos justamente com amigos que eventualmente participaram ou acobertaram seus esquemas com as empreiteiras e ditadores ao redor do mundo.

O grande dilema do partido é justamente o ex-presidente Lula. Neste momento em que todos pensam em se retratar perante a sociedade e admitir que erraram, o ex-presidente navega em uma direção oposta no campo político. Diante da ineficácia de sua defesa em livrá-lo dos riscos das denúncias de que tem sido alvo, a única alternativa do petista tem sido a de jurar inocência publicamente, numa tentativa de explorar o aspecto político e comover ou sensibilizar a militância.

A técnica adotada por Lula visa buscar um equilíbrio diante das deficiências de sua defesa. A cada nova derrota na Justiça, a cada nova denúncia criminal em que se torna réu, ele precisa contrabalancear o noticiário com novas ações contestatórias, alegar perseguição na imprensa e atacar os órgãos da Justiça.

Embora na intimidade, admita seu arrependimento, seguir a vontade do PT e admitir seus erros seria um passo mortal para Lula, diante de sua condição de denunciado criminalmente em várias instâncias e apontado por praticar nada menos que sete atos de corrupção e outros 64 de lavagem, numa série sistêmica e teve sua conduta classificada como “continuidade delitiva”.

Neste caso, todo o PT está amarrado pelo pés ao ex-presidente Lula, que está prestes encerrar sua carreira política em uma cela de presídio. E por um mero capricho, vai levar junto qualquer chance de seu partido se redimir perante a sociedade.


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