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Pedro Parente prepara virada de página na história da Petrobras. Vai calar muito petista


O presidente da Petrobras, Pedro Parente, está de olho num modelo de gestão profissional e mira em cases de sucesso para tirar da estatal a cultura do protecionismo patriarcal, que segundo Henry Ford, está fora de moda desde 1925.

Para projetar o que será a Petrobras após a virada da página da maior crise da empresa desde a sua fundação, Parente promete seguir o modelo da gigante multinacional Ambev para traçar os planos de ação da estatal para os próximos anos. As diretrizes do novo plano de negócios, antecipadas em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo no domingo, 11, serão discutidas pelo conselho de administração da petroleira na próxima segunda-feira, segundo comunicado da estatal divulgado na última segunda-feira, 12.

O objetivo da nova gestão será buscar a eficiência nos gastos, repetindo o modelo adotado desde a década de 50, que tinha como base o orçamento zero para o plano estratégico. Isto significa que a estatal irá primeiro ganhar o dinheiro, para depois falar em novos projetos, dando enfase aos investimentos prioritários, sem tirar os pés do chão.

"Metodologia é uma coisa muito importante. A Petrobrás tinha planos estratégico e anual diferentes. Não era uma maneira boa, só por coincidência o plano anual perseguia os objetivos estratégicos. Agora, não tem hipótese de inconsistência", afirmou Pedro Parente, na entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

A gestão será a marca de Parente nos próximos dois anos em que planeja estar à frente da Petrobrás. Para tanto, o executivo trouxe à diretoria executiva o ex-presidente da BG no País Nelson Silva, para quem foi criado o cargo de diretor de Estratégia, Organização e Sistema de Gestão.

O rombo bilionário herdado pelas administrações petistas consumirá cerca de cinco anos de trabalho para que a empresa seja totalmente saneada, mas ao chegar no ponto em que tudo esteja em ordem, a Petrobras já estará transformada. O modelo de gestão será baseado na sigla  PDCA - iniciais em inglês das palavras planejamento, execução, acompanhamento e padronização.

A fórmula criada por Vicente Falconi na década de 80 e já foi replicada em 5,9 mil projetos liderados pela sua consultoria em empresas de diferentes segmentos, da mineração ao varejo. O método consiste em estabelecer metas mensais para os empregados - e não para a empresa.  A Ambev de Jorge Paulo Lemann segue os mesmos princípios.

Além das duas metas principais da companhia, financeira e de segurança operacional, cada nível hierárquico terá objetivos específicos. "Vamos ter acompanhamento do cumprimento de metas com reuniões trimestrais nos diversos níveis da companhia chegando até a diretoria executiva", explicou Parente  ao Estado de S. Paulo..

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