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Para salvar a própria pele, Eike Batista já começou a detonar Dilma e alertou para roubalheira no BNDES


O empresário Eike Batista, auxiliado por estrategistas de alto nível, já deu início à um processo em que visa traçar um esboço de sua defesa perante os problemas que possa vir a enfrentar na Justiça nos próximos meses. O empresário já deu sinais de que não vai poupar a ex-presidente Dilma Rousseff ao confirmar na Lava Jato que foi assediado pelo então ministro da petista, Guido Mantega, que lhe pediu R$ 5 milhões para quitar dívidas de campanha de Dilma.

Eike Batista não apenas confirmou o achaque, como comprovou que fez uma transferência de U$ 2;350 milhões para o marqueteiro de Dilma, João Santana, em contas no exterior. E mais. Na oportunidade em que foi falar com o pessoal da Lava Jato, Eike chamou a atenção para as falcatruas em andamento no BNDES durante a gestão de Dilma.

O empresário já havia entregue documentos ao Ministério Público Federal para comprovar o que disse em depoimento, em 20 de maio, sobre o pedido de R$ 5 milhões para o PT que teria sido feito pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e sobre o repasse para o marqueteiro do PT João Santana em conta secreta na Suíça. O depoimento do empresário permitiu a realização da 34.ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Arquivo X, deflagrada anteontem e que prendeu temporariamente o ex-ministro. A prisão de Mantega foi revogada na tarde do mesmo dia, mas o ex-ministro se comprometeu a confirmar as informações em seu futuro acordo de delação.

Guido Mantega é o arquivo vivo das propinas empresarias ao PT. Era o emissário de Dilma para liberar verbas para sua campanha, quando seu então tesoureiro Edinho Silva não conseguia acesso aos empresários.

Antes de se entregar as autoridades, Eike já havia elaborado seu plano de contingência para ficar preso o mínimo possível. Segundo fontes próximas ao ex-bilionário, ele está consciente que as tratativas para seu acordo de delação ainda vão demorar um pouco, mas ele sabe que a chave que abrirá sua cela no presídio de Bangu atende pelo nome de Dilma Rousseff. O ex-bilionário ainda deve ser transferido para uma cela da superintendência da Polícia Federal em Curitiba ante de dar início ao seu acordo de delação. Segundo seus advogados, Eike se comprometeu a esclarecer os repasses no exterior feitos a pedido de Dilma para cobrir dívidas de campanha e fornecer informações sobre contratos obtidos junto aos governos petistas de Lula e Dilma com o BNDES e Petrobras.

Triste e abatido na prisão, o empresário afirmou que pretende pagar pelos crimes que cometeu, mas está disposto a cortar caminho com a delação. Os advogados informaram que ele conta com com o apoio de sua família para que firme logo um acordo de colaboração com a Justiça, independente do que tenha que revelar. 
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