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Odebrecht comprou terreno e ia fazer um prédio inteiro para Lula no esquema de propinas do PT


O ex-presidente Lula também é um dos alvos secundários da 35ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã desta segunda-feira, 26, pela Polícia Federal. A prisão do ex-ministro Antônio Palocci abre uma nova frente de investigação muito mais profunda que a prisão do também ex-ministro Guido Mantega, na semana passada.

A Polícia Federal já vinha monitorando as operações financeiras de Palocci e suas operações para favorecer a Odebrecht envolvendo a aquisição de 21 navios sonda para a Petrobras.

Desta vez, há dados sobre esquemas de corrupção no BNDES, na Petrobras e no próprio governo Lula, envolvendo um esquema de venda de uma Medida Provisória para favorecer a Odebrecht com incentivos fiscais. O esquema pode envolver bilhões em propinas, no qual o ex-presidente Lula seria o beneficiário direto e receberia um prédio inteiro da Odebrecht.

Esta é considerada uma das fases mais importantes da Lava Jato. As novas  investigações avançam no Setor de Operações Estruturadas, o famoso departamento da propina da Odebrecht. As suspeitas de novas benesses em favor de Lula teriam intermediação do pecuarista José Carlos Bumlai, já preso na Lava Jato.

No despacho em que determinou a prisão do ex-ministro Antonio Palocci, o juiz federal Sergio Moro apontou que as investigações mostram provas de que o Grupo Odebrecht comprou, em nome de terceiros, um terreno em São Paulo que seria usado para instalação do Instituto Lula, em 2010, quando Lula ainda era presidente.

"A partir das provas analisadas, há indicativos de que a aquisição do terreno inicialmente destinado ao Instituto Lula foi acertada com o ex-ministro, tendo sido o valor debitado das vantagens indevidas pactuadas. Identificaram-se ainda registros de que, além do repasse de mais de R$ 12 milhões anotados na planilha 'Programa Especial Italiano', vinculados a 'IL', Antônio Palocci participou de reunião com Marcelo Odebrecht e Roberto Teixeira, bem como recebeu, por intermédio de Branislav Kontic, documentos encaminhados via e-mail pelo presidente do grupo empresarial, relacionados à compra do terreno (em mensagens sob o título 'Prédio Institucional', 'Prédio do Instituto' e planilha intitulada 'Edificio.docx')", diz trecho do pedido de prisão do MPF.

Os investigadores que atuam no caso estimam que este flanco da apuração superaria o que foi descoberto de Lula sobre o tríplex no Guarujá e sobre o sítio de Atibaia. Os novos indicativos envolvem um prédio que seria destinado ao ex-presidente. A Odebrecht chegou até a comprar o terreno em benefício do petista.

O triplex no Guarujá é fichinha e seria algo do padrão Minha Casa Minha Vida, segundo o próprio Lula observou, ao visitar a unidade do Edifício Solaris, ao lado do empreiteiro Léo Pinheiro. A PF possui plantas que indicam que o prédio que a Odebrecht daria para Lula teria coberturas para toda a família, cada uma com cinco suítes, academia e áreas privativas. Há indicativos de que a delação de Emílio Odebrecht, o pai de Marcelo Odebrecht, teria dado suporte para a Operação deflagrada nesta segunda. 
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