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Odebrecht atrasa delação como estratégia para permitir que criminosos se livrem de provas, sugere delegado da PF


A demora no acordo de delação da empreiteira Odebrecht e de seu principal executivo, Marcelo Odebrecht, pode ser uma estratégia sórdida que tem um propósito bem específico: dar tempo para que funcionários da empreiteira e políticos envolvidos em esquemas de corrupção se livrem de provas comprometedoras. Sobretudo as que dizem respeito aos desvios no BNDES e financiamentos obtidos pelo grupo no exterior durante os governos petistas.

A Polícia Federal e a instituição consideram que a demora na negociação com a Odebrecht pode levar à destruição de provas. Esta possibilidade foi mencionada pelo delegado Filipe Pace, no pedido de prisão do ex-ministro Antonio Palocci, durante a 35ª fase da Lava Jato, deflagrada nesta segunda-feira, 26

"É fato público e notório de que o grupo Odebrecht está em negociação para celebração de acordo de colaboração premiada com a PGR, circunstância que, por si só, deixa em estado de alerta todos os criminosos que se envolveram com o grupo empresarial e poderá ensejar prejuízo a futuras investigações e instruções", escreveu o delegado.

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