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Marcos Valério confirma a Moro que Joaquim Barbosa deu cobertura a Lula no assassinato de Celso Daniel


A Polícia Federal deu mais um passo em sua cruzada para desfazer a atuação política do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, e fechou sozinha um acordo de delação com o publicitário Marcos Valério. Desde 2012, o operador do mensalão do PT vem tentando firmar um acordo de redução de pena com a PGR sem sucesso. A suspeita de que Roberto Gurgel, seu sucessor na PGR, Rodrigo Janot e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, atuavam para proteger o ex-presidente Lula no processo do mensalão e blindá-lo sobre o esclarecimento de um dos crimes mais mistérios da história política do país está prestes a ser confirmada.

 O publicitário afirmou que chegou propor falar na justiça sobre o envolvimento de Lula no assassinato de Celso Daniel, mas que teria sofrido uma campanha de difamação por parte de sites e blogs controlados pelo partido do ex-presidente-  "PT tem esta mania de querer desmoralizar as pessoas para tirar a credibilidade destas pessoas", afirmou Marcos Valério ao juiz Sérgio Moro.

Joaquim Barbosa durante sua nomeação
pelo ex-presidente Lula em 2003
Segundo o publicitário, em 2013, o então ministro do Supremo Tribunal Federal, STF, Joaquim Barbosa o encaminhou ao então Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, que esteve à frente da PGR entre julho de 2009 e 14 de agosto de 2013. O procurador teria dito que estava com pressa e não tinha interesse em fazer nenhum acordo com Marcos Valério.

Valério afirmou em depoimento prestado em 2012 que o empresário Ronan Pinto havia ameaçado Lula, seu ex-secretário da Presidência, Gilberto Carvalho, e o então ministro da Casa Civil, José Dirceu, por isso teria recebido os 6 milhões de reais do PT,

Na época, o então presidente do STF, Joaquim Barbosa admitiu saber do teor das denúncias feitas por Valério, mas não respondeu se considerava a acusação grave e disse que tomou conhecimento "não oficial" do depoimento dado por Marcos Valério. "Tomei conhecimento oficioso, não oficial". Leia AQUI.

Não é normal que um presidente do STF e um procurador da República ignorem uma denúncia envolvendo chantagem e um homicídio.

O publicitário confirmou ao juiz Sérgio Moro que foi procurado  pelo ex-secretário geral do PT Silvio Pereira, que lhe pediu dinheiro para pagar um homem que estava chantageando o ex-presidente Lula, ameaçando revelar detalhes sobre o assassinato de Celso Daniel. O ex-secretário geral do PT queria R$ 6 milhões para comprar o silêncio do empresário Ronan Maria Pinto. Segundo Marcos Valério, o dinheiro saiu de um esquema de desvios na Petrobras relativo à um contrato envolvendo o aluguel de sondas através do banco Schahin, que entregou o dinheiro ao amigo de Lula, o ex-pecuarista José Carlos Bumlai.

 "Nós estamos com problema. O presidente está com um problema muito sério. Está sendo chantageado por uma pessoa e essa pessoa tá exigindo um recurso no valor de R$ 6 milhões." Justificou Silvio Pereira. Marcos Valério ficou com receio de participar da jogada, sabendo que se tratava de algo muito sério e pediu ao então secretário geral do PT para deixá-lo de fora da operação.

O amigo de Lula, José Carlos Bumlai, Ronan Maria Pinto, o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares e o ex-secretário do PT, Silvio Pereira, foram presos temporariamente na 27ª fase da Operação Lava-Jato, a Carbono 14. Na ocasião, Bumali confirmou o repasse do dinheiro ao PT.

Marcos Valério Fernandes assinou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal no processo conhecido como mensalão tucano. A informação sobre a colaboração foi confirmada pela PF no dia 19 de julho deste ano.

Em junho de 2016, Valério entregou ao PGR mais uma proposta de delação premiada. Em 24 de março de 2017, Rodrigo Janot informou que não havia interesse por parte do órgão na delação do réu e recusou o procedimento.

A lei permite que acordos de colaboração premiada sejam fechados tanto pelo Ministério Público como por delegados de polícia, mas há uma disputa sobre essa competência. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entrou com uma Adin (ação direta de inconstitucionalidade) no Supremo no ano passado para impedir os acordos com a polícia.

Segundo a PF, o processo foi encaminhado para o Supremo Tribunal Federal (STF). Marcos Valério já prestou vários depoimentos à corporação referentes à delação. A homologação do acordo está sob análise do STF porque há, no processo, investigados com foro privilegiado.

Acompanhe abaixo uma parte do depoimento de Marcos Valério que prestou ao juiz Sérgio Moro no qual esclareceu parte do episódio envolvendo o assassinato de Celso Daniel:

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