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Lula envolvido em novo crime de ocultação de patrimônio. Juiz Sérgio Moro abre nova frente de investigação


O juiz federal Sérgio Moro ligou o ex-presidente Lula a mais um crime envolvendo a ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro oriundo de propinas relativo a outro imóvel. O petista, que já se tornou réu em um processo relativo ao triplex no Guarujá e é alvo de outro inquérito relativo ao sítio em Atibaia, passa agora a ser investigado uma transação imobiliária milionária.

Sérgio Moro apontou o envolvimento de Lula na aquisição de um terreno, no qual seria construído um prédio que abrigaria para sua família e a nova sede do Instituto Lula, em um bairro nobre na na zona sul de São Paulo.

A transação segue os mesmos padrões de tentativa de ocultação de patrimônio e recebimento dissimulado de propinas relativos os outros imóveis. Como era de se esperar, estão presentes nesta nova investigação os mesmos personagens que viabilizaram os outros crimes nos quais Lula figura como alvo central: a empreiteira Odebrecht, o advogado de Lula, Roberto Teixeira e o ex-pecuarista José Carlos Bumlai.

No despacho em que determinou a prisão temporária de Antonio Palocci durante a deflagração da 35ª fase da Operação Lava Jato desta segunda-feira, 26, o juiz Sergio Moro apontou a ligação de lula com terreno comprado pela Odebrecht para instalação do Instituto Lula em 2010. Na época, o petista ainda exercia seu segundo mandato como presidente da República.

Segundo Moro, e de acordo com os investigadores da Lava Jato, o terreno foi adquirido pela construtora pelo valor de cerca de R$ 12 milhões no bairro Vila Clementino, na zona sul de São Paulo. Durante outra fase das investigações, foi encontrado no sítio em Atibaia (SP) frequentado pela família de Lula um projeto de reforma do prédio que seria construído no referido terreno.

Na ocasião, Moro também indicou que a PF na busca realizada no sítio obteve uma minuta de contrato de compra e venda do imóvel que indicava como comprador o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula, com data de 5 de março de 2010. Segundo o teor documento, o representante de Bumlai no negócio seria o compadre e advogado de Lula, Roberto Teixeira.

Há ainda um projeto arquitetônico do prédio, que previa a construção de duas coberturas com cinco suítes cada, academia privativa e unidades para os demais membros da família do ex-presidente. Além de abrigar a sede do instituto, o prédio seria uma espécie de condomínio da família Lula da Silva.

Para o juiz, os indícios mostram que os envolvidos cogitaram a princípio usar Bulmai como "laranja" na operação. Em depoimento, Bumlai afirmou que se recusou a figurar como comprador do imóvel, sendo então utilizada uma empresa cujo dirigente mantinha boas relações com Marcelo Odebrecht.

Segundo o Ministério Público, a aquisição do terreno foi acertada com Palocci. O valor teria sido debitado de propina negociada com a empreiteira.

"A partir das provas analisadas, há indicativos de que a aquisição do terreno inicialmente destinado ao Instituto Lula foi acertada com o ex-ministro, tendo sido o valor debitado das vantagens indevidas pactuadas", diz o despacho.

Entre as provas utilizadas na investigação estão planilhas apreendidas na Odebrecht, que listavam supostos beneficiários de propina, e e-mails.

"Identificaram-se ainda registros de que, além do repasse de mais de R$ 12 milhões anotados na planilha 'Programa Especial Italiano', vinculados a 'IL', Antônio Palocci participou de reunião com Marcelo Odebrecht e Roberto Teixeira, bem como recebeu, por intermédio de Branislav Kontic, documentos encaminhados via e-mail pelo presidente do grupo empresarial, relacionados à compra do terreno –em mensagens sob o título 'Prédio Institucional', 'Prédio do Instituto' e planilha intitulada 'Edificio.docx'", de acordo com a Procuradoria.

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