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Lula cai na armadilha da própria narrativa e se entrega durante pronunciamento contra Sérgio Moro

Lula fez apelo internacional em evento paralelo à reunião da ONU em NY

O ex-presidente Lula demonstrou a fragilidade de sua defesa ao fazer pronunciamento na noite de ontem, 20/09, no qual criticou a decisão do juiz Sérgio Moro por ter acolhido a denúncia do Ministério Público Federal, MPF contra ele.

O petista falou através de uma videoconferência para um evento organizado em Nova York pela Confederação Sindical Internacional, que organizava um evento em sua defesa. O vídeo com os ataques de Lula contra o juiz Sérgio Moro e os membros do MPF, apesar de mais moderados, mas nem por isso contraditórios, foi divulgado no final da noite pela imprensa local.

"Estou triste que o juiz (Sergio) Moro aceitou a denúncia contra mim, mesmo sendo uma farsa, uma grande mentira", reagiu Lula, que logo em seguida,  deixou transparecer sua indignação com a situação ao se manifestar sobre a decisão do juiz Moro: "Quero que as pessoas compreendam que fui presidente do Brasil. Talvez eu seja um intruso na história republicana brasileira", alegou Lula, que tentou ainda realçar seus feitos, destacando que "talvez não estivesse previsto" que um ex-metalúrgico se tornasse presidente do País e fazer transferência de renda".

Apesar de destacar que foi "presidente do Brasil", Lula também tentou se colocar no lugar de um cidadão comum; "Eu quero ser julgado como qualquer cidadão brasileiro. Eu não quero privilégio, o que eu não quero é mentira", afirmou o ex-presidente, explorando sua condição perante a justiça e a sociedade de forma ambivalente e estudada.

A questão é que a fala do ex-presidente sugere dois raciocínios distintos e desfavoráveis sobre sua argumentação: o primeiro é que se sabe que no Brasil, a justiça não é igual para todos. A maior parte da população não dispõe de recursos para contratar um bom advogado e acaba penando para provar sua inocência ou, em outras circunstâncias, obter uma condenação justa. Este não é o caso de Lula. Além de não ser um "Zé ninguém", ele conta com o suporte de uma banca formada por mais de 20 advogados, luxo que tem um custo um custo estimado superior a R$ 10 milhões.

O segundo raciocínio é mais precário e elementar: somente na cabeça de uma pessoa desprovida de bom seria plausível supor que os Procuradores Federais seriam tão ingênuos a ponto de denunciar uma pessoa com a visibilidade de Lula sem que houvesse provas suficientes para propor uma ação desta magnitude.

A denúncia foi formulada por uma equipe de cerca de 300 pessoas, formada por procuradores, peritos e policiais federais com farta experiência na atividade que exercem. As pessoas  envolvidas na produção da denúncia contra o petista tinham ao seu dispor uma gigantesca base de dados acumulados ao longo de mais de 2 anos e meio de investigações.

Somente na cabeça de um petista caberia um raciocínio no qual um juiz com a experiência de Sérgio Moro seria capaz de cometer uma falha tão grave no exercício de suas atribuições. Além do aprimorado preparo acadêmico no Brasil e no exterior Moro olhou nos olhos das dezenas de testemunhas das quais ouviu milhares de horas de depoimentos de que relataram o envolvimento de Lula em todo o esquema.

Estas testemunhas forneceram informações que corroboraram os documentos apreendidos ao longo de mais de trinta operações da Lava jato, inclusive nos endereços relacionados ao ex-presidente. Supor que um juiz que condenou dezenas de empresários bilionários correria o risco de acolher uma denúncia desprovida de elementos probatórios consistentes é algo infantil, proporcional ao comportamento de uma criança que mente ao culpar o primo, que está do outro lado do mundo, por alguma peripécia.

A lógica e a coerência são dois requisitos fundamentais para a exposição da verdade. O problema é que estes dois requisitos costumam abandonar os malfeitores não apenas na hora em que tentam se explicar, mas desde o momento em que cometeram seus crimes.

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