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Lula admitiu superioridade ética do PSDB, e disse não se conformar em perder para PMDB


No auge das negociações em busca de apoio de parlamentares durante o período que precedeu a votação do impeachment da ex-presidente Dilma na Câmara dos Deputados, o ex-presidente Lula antecipou seus temores a amigos. O petista pressentia a possibilidade de um desfecho favorável ao PMDB no processo, que culminaria na queda de Dilma e do PT e na ascensão de Michel Temer e seu partido.

Nas conversas que teve com parlamentares e amigos em busca de apoio, Lula afirmou que "até que se conformaria mais facilmente uma derrota eleitoral para o PSDB por se tratar de um partido com quadros de melhor qualidade política e ética". Leia AQUI

Lula não se conformava com a possibilidade de que seu partido pudesse perder o comando do país para a ala do PMDB aliada ao vice-presidente, Michel Temer. O petista passou uma boa temporada em Brasília, hospedado no Hotel Golden Tulip, negociando votos de parlamentares contra o impeachment.

A suíte do hotel de luxo se tornou o QG central da campanha de Lula para salvar o mandato de Dilma e conservar as regalias que o PT detinha no governo central. Ao admitir que não tinha coragem de abordar políticos do PSDB em virtude da superioridade ética dos membros do partido, Lula não imaginava que a maioria dos parlamentares se voltariam contra ele e o PT.

Lula chegou a ficar sem voz durante o período das negociações. "Ainda tenho três governadores para conversar. É uma guerra de sobe e desce, parece a Bolsa de Valores. Tem hora em que o cara está com a gente, tem hora em que não está mais. E você tem que conversar 24 horas por dia", admitiu Lula durante encontro com movimentos sociais e sindicais no estacionamento do ginásio Nilson Nelson, em Brasília, na véspera da votação na Câmara dos Deputados, na qual Lula, Dilma e o PT foram derrotados por 367 votos a favor e apenas 137 contra o afastamento .

Um dos principais interlocutores do petista também previu que a situação era mais complicada, e admitiu que havia o clima de "artificialismo" no otimismo  do ex-presidente, após suas conversas com aliados. "A sensação é a de que estão garantindo que vão votar contra o impeachment. Alguns até admitiram isso publicamente. O problema é na hora do voto", observou o auxiliar do petista na época.

Lula imaginava que bastava abrir o balcão de negócios na suíte do Golden Tulip, prometendo a liberação de verbas públicas, cargos disputados, incluindo ministérios e outras vantagens políticas, para conseguir número suficientes para barrar o impeachment na Câmara dos Deputados. Entre os 12 parlamentares do PSDB que convidou para conversar, nenhum apareceu.

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