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Janot tenta justificar ausência de denúncias contra políticos ao STF, Gilmar Mendes culpa PGR


Enquanto o juiz federal Sérgio Moro da 13ª Vara de Curitiba, já condenou 98 corruptos ligados aos desvios na Petrobras comandados pelo PT em pouco mais de dois anos, o Supremo Tribunal Federal (STF) não conseguiu condenar nenhum político no mesmo período.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, bem que tentou justificar desequilíbrio do placar nesta terça-feira, 06, ao afirmar que os processos da Operação Lava Jato julgados pelo Supremo têm um ritmo “mais lento” do que na primeira instância, na Justiça Federal do Paraná. Embraçado,  Janot evitou criticar diretamente o Supremo, dizendo apenas que este é “o ritmo do tribunal” e insinuou que a impunidade dos políticos seria por causa do tal foro privilegiado.

Na tarde do mesmo dia, o ministro do STF Gilmar Mendes rebateu a argumentação do colega e disse que a Procuradoria-Geral da República é lenta nas investigações da Lava-Jato, em comparação com o Ministério Público do Paraná. 

A PGR conduz as apurações referentes a autoridades com foro especial, perante o STF; enquanto os procuradores de Curitiba investigam pessoas sem prerrogativa de foro, processadas na 13ª Vara Federal do estado, do juiz Sérgio Moro. 

— Eu acho que há morosidade nas investigações na Procuradoria-Geral da República. Curitiba é muito mais célere do que a Procuradoria-Geral da República. Isso é evidente. Quantos inquéritos que estão abertos e não tiveram ainda denúncias oferecidas? Talvez centenas de inquéritos abertos no Supremo, mas quantas denúncias oferecidas? Portanto, a lentidão é da Procuradoria-Geral da República — afirmou Gilmar.
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