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Emílio Odebrecht falou na Lava Jato. Poderoso Chefão admitiu que grupo encolhe após delação


O ex-presidente Lula tem muitos motivos para se preocupar com a presença do empresário Emílio Odebrecht nas dependências da Polícia Federal do Paraná. O executivo, pai de Marcelo Odebrecht, foi entrevistado na segunda-feira pelos procuradores da Lava Jato, em Curitiba.

Segundo noticiou o site O Antagonista, a entrevista é compreendida como um procedimento prévio que precede o depoimento dos colaboradores com as investigações em em curso na 13ª Vara Federal de Curitiba/PR, conduzidas pelo juiz Sérgio Moro.

Dois dias após comparecer perante os procuradores da Lava Jaro, Emílio Odebrecht fez um discurso interno em que admitiu os erros da companhia e disse que não vai tolerar novos desvios.

O empresário falou em um seminário organizado para cerca de 170 líderes do conglomerado num hotel em São Paulo, que tinha como foco o futuro da Odebrecht e as normas de compliance (conformidade a regras e legislação).

Na fala de abertura do evento, que começou às 8h30 e foi até o fim da tarde de quarta-feira, 06, Emílio reconheceu que a Odebrecht errou no modo com que vinha se portando.

O empresário, que é o maior acionista do grupo baiano, abordou um tema sensível, os acordos de leniência e delação premiada que a Odebrecht negocia desde o começo deste ano com a Procuradoria-Geral da República e com a força-tarefa da Lava Jato de Curitiba.

Ao tocar no assunto, o empresário reconheceu que a "iminente conclusão" das colaborações tem causado ansiedade e incerteza entre os funcionários da empresa. Emílio admitiu que o grupo sairá menor, com menos ativos tangentes, desse processo.

Durante muitos anos, Emílio foi praticamente
um patrão de Lula, que comandou pessoalmente
o gigantesco esquema de desvios na Petrobras
A fala de Emílio é um claro indicador de que a sua colaboração com a Lava Jato será devastadora não apenas para a Odebrecht, mas também para o grupo político, liderado pelo ex-presidente Lula, do qual a empresa se serviu ao longo dos últimos 13 anos.

Mas a preocupação de Emílio não é entregar Lula, mas entregar antes que outros o façam. Na semana passada, votaram para a prisão em Curitiba o ex-presidente Léo Pinheiro e o ex-pecuarista José Carlos Bunlai. O ex-diretor da Petrobras, Renato Duque também deu início ao seu acordo de delação. Emilio correu para Curitiba, mas não foi à pessoa.
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