\imprensa Viva
.

Comissão de Valores Mobiliários apontou rombo do PT de R$ 50 bilhões nos fundos de pensão


A Operação Greenfield, que investiga um rombo que pode chegar aos R$ 50 bilhões provocado por agentes ligados ao Partido dos trabalhadores, é fruto de uma investigação feita pela Comissão de Valores Mobiliários, CVM.

A autarquia, que atua na regulação do mercado de capitais, confirmou nesta segunda-feira, 5, que a operação da PF envolvendo quatro entre os maiores fundos de pensão no País - Funcef, Postalis, Petros e Previ - teve como base dez casos descobertos a partir da análise das causas dos déficits bilionários apresentados pela própria comissão.

A CVM informa ainda que, durante a fase preliminar da apuração, foram detectados vários indicadores de que as instituições, controladas por sindicalistas ligados ao PT, realizaram investimentos de forma temerária ou fraudulenta por meio de Fundos de Investimentos em Participações (FIPs) em oito desses casos.

As fraudes envolvendo os fundos de pensão remontam aos tempos da Bancoop, a cooperativa habitacional controlada pelo PT e a CUT, que contou com recursos oriundos dos fundos de pensão e lesou cerca de 3 mil famílias que ficaram sem seus imóveis. O atual presidente da CUT, Vagner Freitas e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, presidiram a cooperativa, que posteriormente repassou os imóveis para a empreiteira do amigo do ex-presidente Lula, Léo Pinheiro, da OAS. O edifício Solaris, onde Vaccari e outros membros do PT possuem apartamentos era uma obra que teve início ainda nos tempos da Bancoop e onde Lula e sua família também seriam os donos de uma cobertura triplex totalmente reformada pela OAS.

A Operação Greenfield foi lançada na manhã desta segunda-feira, num esforço conjunto entre a CVM, Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal e Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Segundo a autarquia, a ação é um dos desdobramentos de uma investigação iniciada há um ano e meio.

Em nota, a reguladora do mercado afirmou que, diante das informações e documentos reunidos durante a apuração, os investigadores constataram a existência de quatro núcleos distintos que atuavam na possível organização criminosa: o empresarial; o de dirigente de Fundos de Pensão; o de empresas avaliadoras de ativos e o de gestores e administradores dos FIPs. "Há ainda outros dois núcleos que estão sendo mapeados", completou a CVM.

A autarquia lembrou que o avanço das investigações permitirá que os envolvidos respondam por gestão temerária ou fraudulenta, além de outros crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, previstos nos artigos 5º, 6º e 7º da Lei nº 7.492/86.

"A presente atuação conjunta da CVM, do MPF, da PF e da Previc é mais um importante resultado positivo dos acordos de cooperação mantidos pela Autarquia para a prevenção e o combate a ilícitos contra o mercado de capitais nas esferas administrativa, civil pública e criminal", declarou a CVM.

Participam da ação 564 policiais federais, sete procuradores da República, oito auditores da Previc, além de 12 inspetores e quatro procuradores federais da CVM. O trabalho contou também com a colaboração do Tribunal de Contas da União (TCU), da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Caixa Econômica Federal (CEF), informou a autarquia.

De acordo com a CVM, detalhes da Operação Greenfield estão sob sigilo até 19h desta segunda-feira, por determinação judicial.
_____________
__________

Postar um comentário

Todas as notícias

Siga no Facebook

MKRdezign

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget