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Chega de frescura e vamos estudar. Governo Temer exclui espanhol, artes e educação física do currículo do ensino médio


O governo Temer está promovendo uma profunda reformulação na educação através da reformulação do currículo do ensino médio. Com atraso de mais de 20 anos, a Medida Provisória que altera o ensino médio no País, apresentada nesta quinta-feira pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB) vai acabar com a obrigatoriedade das aulas de artes e educação física, incentivar a criação de escolas de tempo integral. O objetivo é recuperar o tempo perdido com uma metodologia pouco eficaz para o progresso do aluno naquilo que mais interessa.

Como forma de incentivar as escolas a incorporarem as mudanças, o governo prevê repasses de recursos federais aos Estados e formação "integral" do aluno e ampliação "progressiva" de 800 para 1.400 horas anuais. Esta é a maior mudança da educação brasileira em 20 anos, desde a criação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

O currículo será modernizado, de modo a tornar o otimizar o aproveitamento do aluno e melhorar seu desempenho em áreas mais deficientes de sua educação. O atual currículo, que contempla 13 disciplinas obrigatórias, também sofrerá modificações. Durante todo o primeiro ano e metade do segundo, o estudante seguirá aprendendo o básico de cada matéria, com base nos pilares que já norteiam o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem): Linguagens, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Matemática.

A questão da educação física nas escolas públicas chegou ao ponto do descalabro. Na maioria das unidades de ensino, o professor nem aparece, dada a baixa adesão dos alunos. No final do ano, algumas atividades são criadas apenas para cumprir o calendário e distribuir notas.

O modelo proposto pelo governo é o mesmo adotado com sucesso em vários países do mundo.

Já a partir do ano e meio seguinte, o aluno terá mais flexibilidade para priorizar assuntos que sejam da sua área de interesse para um futuro ensino técnico ou superior. "O novo ensino médio tem como pressuposto principal o protagonismo do jovem", disse o ministro da Educação Mendonça Filho.

O ministro da Educação, Mendonça Filho, ao discursar afirmou que há uma "falência do atual ensino médio". Segundo ele, essa urgência justifica a necessidade de uma Medida Provisória. "O novo ensino médio tem como propósito de um lado a ampliação da carga horária gradual e uma política de fomento à implantação de escolas em tempo integral", afirmou.

A MP também prevê que os currículos devem, obrigatoriamente, conter o ensino da língua inglesa e "poderão ofertar outras línguas estrangeiras, em caráter optativo", mas a lei que obrigava a oferta de ensino do espanhol foi revogada.

O ensino médio também deverá contar com projetos já existentes em escolas de tempo integral, como o projeto de vida, em que o estudante pode escolher disciplinas eletivas que mais se aproximem de seus objetivos. Também estão previstos trabalhos voltados à formação "nos aspectos cognitivos e socioemocionais". Os ensinos de língua portuguesa e matemática continuam obrigatórios nos três anos da etapa.
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