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A evidência da Culpa. Celso Daniel fez muito em vida pelo PT, mas todos no partido fingem ignorar sua existência


O fato do PT fingir ignorar a existência do prefeito de Santo André, Celso Daniel, assassinado em 2002, é um dos aspectos que sempre levantou suspeitas em relação aos membros do partido. O petista foi um dos quadros mais importantes do partido no plano nacional. Ajudou PT a colonizar a região do ABC e foi um dos principais colaboradores da campanha que levou o ex-presidente Lula à presidência em 2002.

Celso Daniel foi um dos fundadores do PT em Santo André, partido pelo qual se torno prefeito da cidade em 1989, com 173 mil votos. Em 1993, foi eleito deputado federal, permanecendo no cargo de 1994 a 1996. Em 1996, foi reeleito para seu segundo mandato – 1997 a 2000. Para seu último mandato (2001-2002) foi eleito com 70,13% dos votos.

Celso Daniel não era um zé ninguém na estrutura partidária. Era professor de Economia da Fundação Getúlio Vargas e foi escolhido em 2001 como o coordenador da campanha presidencial de Lula. A escolha se deu em virtude não apenas na capacidade de Celso Daniel pavimentar o caminho que levaria Lula à presidência, mas também sua disponibilidade de abrir as portas da prefeitura para esquemas de corrupção que tinham como objetivo captar dinheiro para a campanha de Lula.

Talvez este tenha sido seu maior erro. Fontes do partido garante que Lula e José Dirceu comandavam o esquema de corrupção que resultaria no assassinato de Celso Daniel, que ao que tudo indica, não concordava com os métodos de Dirceu e com a partilha do dinheiro desviado através do esquema.

Lula, Dirceu e Gilberto Carvalho teriam sido os mandantes do assassinato. Na esteira do crime, outras 8 pessoas acabaram sendo vitimadas pelos responsáveis pela morte de Celso Daniel:

1) Antônio Palácio de Oliveira: garçom. Assassinado em fevereiro de 2003.
2) Paulo Henrique Brito: testemunha da morte do garçom. Assassinado em março de 2003.
3) Iran Moraes Rédua: reconheceu o corpo de Daniel. Assassinado em dezembro de 2003.
4) Dionízio Severo: suposto elo entre quadrilha e Sombra. Assassinado em abril de 2002.
5) Sérgio Orelha: amigo de Severo. Assassinado em 2002.
6) Otávio Mercier: investigador que ligou para Severo. Morto em julho de 2003.
7) Carlos Delmonte Printes: legista encontrado morto em 12 de outubro de 2005.
8) Morreu nesta terça-feira (27) em São Paulo o empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, um dos principais personagens o caso Celso Daniel, assassinado em 2002. Ele sofria de câncer.

A figura de Celso Daniel não aparece na galeria de heróis do PT, como Dirceu, Gushiken e Vaccari, Genoíno. Ninguém no partido menciona sequer no nome do ex-prefeito de Santo André. 
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